domingo, 15 de setembro de 2013

De Mao a pior.( Ficção)


Quem não está curioso com as manifestações em todos os cantos do Brasil? Os responsáveis, outro dia escrevi, são os pais da criança – ah, escrevi  a mãe, tanto faz, ninguém sabe mesmo  !!!!
Vi ontem na Globo News uma reportagem sobre os black blocs,  que é um movimento no mundo todo de anarquistas que dizem que sem violência as coisas não vão mudar. Os caras de pau e corruptos têm certeza disso.
Mudando aos blocs do Irã, nunca entendi a tática dos aiatolás do Reza Pahlevi.  Matavam metade de uma aldeia e em vez da outra metade detestar os religiosos apoiava a causa. E foi assim que tomaram boa parte de seu poder, os muçulmanos  – é logico que com o medo terrível da população que sobrava .
Aqui, parece que as coisas não vão assim como no Oriente. As pessoas estão ficando com medo das manifestações, pois haja notícia ruim sobre os manifestantes. A nossa mídia só fala sobre ataque a bancos, concessionárias e ônibus. Estamos o tempo todo esperando falarem dos ataques ao dinheiro do transporte, merenda escolar, remédio para os necessitados e coisas sem importância como essas.
Deste jeito, rapidamente vamos acabar com as manifestações e, é logico, ganhar mais bandidos votados e na cadeia. Acabamos de inaugurar esta modalidade. Já tínhamos o salário- presidiário perto de 1000 reais e agora temos os 29 mil reais na Papuda para um único detento.  Isso é de fazer inveja aos aiatolás.
Mas vamos lá, o que a mídia pode fazer? O que a Polícia está fazendo? O que os que governam, nós sabemos, roubam sempre!!!
Já que usamos as redes sociais para falar de tudo, vamos então fazer uma lista dos ladrões votados. Vamos lá, são perto de 5.500 municípios, vereadores em todos eles, deputados estaduais e federais, senadores e suplentes. Será que cabe numa rede social? Será que é maior ou menor que os presídios que temos?
Ou vamos voltar a 1960? A Dilma podia nos ensinar como fazer as coisas acontecerem e aí, quem sabe, um de nós daqui a 50 anos seria nosso presidente do Brasil ou daqui a tanto tempo um “unisexidente”, quem sabe ?.
Vamos começar tudo de novo, vai! Quem sabe trazemos uns aiatolás para cá e começamos a degolar. Já fazemos isso sem eles há tempos.  Ou melhor, ver onde estão os anarquistas do black bloc e trazermos mais deles aqui, com a cara coberta e destruir tudo que tem pela frente. Não já fizemos isso?  Lembram-se dos orelhões, das lixeiras, os caixas eletrônicos? Somos PHDs em quebradeira desde quando os portugueses deixaram aqueles caras dos navios e foram embora do Brasil.
Só tem um jeito, então, de mudarmos a história. Quem descobriu o Brasil foram os chineses, antes de 1469, e entupiram de gente a América Latina e, aí,  já passaríamos  dos 2 bilhões de habitantes, cortaríamos a cabeça ou as mãos  dos ladrões e, hoje,  já metade da população não teria mais orelha para pendurar os brincos e  as mãos para pôr os anéis. Teríamos o Romário, o Pelé e o Sarney de olhos puxadinhos. O Sarney não dá, né? Prefiro o Mao. O chinês matou muito mais gente!!!!! 

 

domingo, 8 de setembro de 2013

EPA confusão as 8h da manhã.


Veicular comercial errado em um canal de comunicação pode causar um grande problema ao cliente ao telespectador e a própria emissora  conforme vou contar esta história a seguir.
Este tipo de erro  aconteceu na minha vida profissional mais de uma vez , lembro de uma na TV Gazeta com uma loja de varejo das grandes redes o Claudio Carramacho na época o diretor responsável mandou uma carta ao PROCON e resolvemos e ninguém foi prejudicado , no Jornal do Brasil veiculamos uma pagina da Sears com ofertas de uns 30 dias depois numa época que a inflação era alta e também gerou uma carta aos órgãos competentes e nada aconteceu O Jonny Brito falecido estes dias tinha vasta experiência e rapidamente resolveu o problema.
Agora o que vou contar aqui foi em Belo Horizonte se não me engano o Mario Neves contato do setor de varejo e hoje o superintendente do SBT Minas ou melhor TV Alterosa passou um perrengue danado pelo erro de uma claquete numa fita ainda na época de quadruplex .
Já eram tempos de inflação alta , chegávamos a ter 30% , 40% ao mês , além dos supermercados   como sempre quase que diariamente trocarem seus comerciais tamanho o numero de ofertas que fazem ao telespectador ainda tinha a questão dos preços e a maquinas etiquetadoras que se movimentavam o dia todo dentro de suas lojas .
Lembro naquele tempo o óleo de cozinha teve um aumento enorme de um dia para outro e como a inflação era alta quando havia promoção valia muito a pena comprar e estocar alimentos .
Era um dia de semana do mes  abril    em BH e eu era gerente de operações comerciais da emissora normalmente chegava as 9h e naquele dia o telefone toca em casa as 8h era o gerente do Mario Neves  o Talardo Jose dos Santos , me avisando que nas lojas do EPA  (rede de supermercados populares ) estava uma bagunça enorme pois havíamos  veiculado dois comerciais no programa TV Mulher com o óleo de soja 50% abaixo do valor de mercado , fiquei pensando como aquilo poderia acontecer mas ainda éramos  analógicos e o erro humano a qualquer momento poderia acontecer rsrsrsrs.
De casa ao escritório da Globo que era na Savassi passava se quisesse na porta de uma loja do EPA e foi o que fiz , havia uma fila enorme e gente a beça  e até policia na porta .
Pronto achei que o mundo iria cair eu tinha pouco mais de 25 anos e aquilo não havia acontecido comigo nunca antes , as histórias acima já era contato em São Paulo e aquela era minha primeira gestão de crise . Fui o primeiro a chegar na emissora  logo após chegou o supervisor e fomos a geradora que ficava em outro bairro na rua Minas Gerais perto do centro da cidade .
Como eles trocavam de comercial a todo momento pela inflação ou pela própria dinâmica de vendas a uns 30 dias antes usaram na pascoa a claquete “ Óleo de soja , batata e bacalhau “ era semana santa , naquele dia mandaram no dia antes “ Óleo de soja , batata e banana “  o programador mandou ver o da semana santa e a confusão foi enorme .
O EPA foi rápido vendeu um litro de óleo até 12 h  a cada consumidor e no outro dia aproveitou e saiu com nossa ajuda com uma campanha dizendo que eram a rede preocupada com os preços ao consumidor .
Eu mandei uma carta a cada cliente pedindo que as claquetes fossem melhores determinadas , mas a vida toda me lembro do slogan do EPA em todos seus comerciais .... EPA Baratissisimo .

 

domingo, 1 de setembro de 2013

Turbinaram a vida na Terra. Deram velocidade á fotografia - Opinião


Depois que comecei a estudar a história do audiovisual, o entendimento desta velocidade com a qual a vida nos surpreendeu nestes últimos 30 anos ajudou a entender melhor por que vivemos numa rapidez meteórica.
Imagine! Até 1895 o mundo praticamente era estático, os próprios irmãos Lumière tentavam de todas as formas fazer seus pratos decorativos com fotos das pessoas que visitavam a França circular o mundo. A inquietação deles e de outros, como Thomas Edison, começou a dar esta tal velocidade.
Uma foto é um frame e para um filme foram necessários 18 deles para termos uma movimentada e significativa imagem que determinou uma infinidade de conhecimentos.
Quando vemos a imagem da Maria Fumaça chegando à estação de trens de Paris, ainda temos a impressão de que ela invadiria a sala de projeção. Imagine os primeiros cinéfilos que viram aquelas imagens! Estes dias vi com minhas gêmeas baianinhas os Smurfs em 3D e elas ficavam tentando pegar os bichinhos a dois palmos de seus olhos o tempo todo durante a exibição.
É com essa nova tecnologia digital que estes nossos novos desbravadores conseguiram turbinar a velocidade do que vemos de 18 para 43 frames. A imagem digital é duas vezes e meia mais veloz que o cinema em película analógico que conhecíamos até anos atrás, ou melhor, até hoje ainda fazemos películas.
O dia da fotografia, 19 de agosto, deu-me o pontapé inicial para escrever este texto, mas como teria que pesquisar alguns dados, achei que deixaria para depois. Como não consegui, parti para esta tentativa, que tem a professora doutora abaixo também como minha inspiradora, quando assisti a uma de suas palestras na faculdade.
Professora doutora Bernadette Lyra “ Cinema hoje :o retorno da técnica” ,doutora em comunicação no curso que faço em sua palestra defendeu o raciocínio sobre a milimétrica união dos 18 frames que dão movimento as imagens de diversas fotografias e não como um corpo solido de imagens em movimento. Fiquei paralisado com isso , faz tempo que penso algo perto deste  assunto .
Algumas coisas me levam a raciocinar muito com a vinda das imagens em movimento; uma delas é ser passado no próximo segundo. A outra, escutei no mestrado: 75% de todas as invenções do mundo vieram nestes últimos 50 anos, que a indústria do cinema esta nas mãos de poucas empresas de distribuição no mundo .  E isso é assim em todos os mercados do audiovisual ou até a internet era?
Minha vida foi se misturando com imagem quando resolvi fazer minha graduação em comunicação. Trabalhei por 32 anos e ainda trabalho nas inúmeras televisões do mercado, Globo (SP E BH), Gazeta São Paulo, três vezes, Bandeirantes, uma vez, e Canal 21 outra, TV + no ABC, TV Salvador, dez anos, Bloomberg, quatro anos, e, agora, montando a Ouro Negro TVON em Salvador do zero (ou, como falo aos amigos, do menos 10). Os tempos são difíceis para televisão VHF nestes 2013 da vida. Mesmo sendo comercial, meu forte sempre foram projetos tanto nas revistas como nas televisões em que trabalhei. Programas como Imprensa na TV (Gazeta, Record,  SBT e Canal 21), Guia da Promoções (Manchete ) com o Osvaldo Marraccini e o Walter Palermo, e na própria TV Salvador onde dirigi  e criei muito audiovisual.
Já faz tempo que estou olhando o audiovisual. Ele, com a tecnologia digital, tem levado o mundo a velocidades e acontecimentos cada dia mais grandiosos. Também somos sete bilhões de seres humanos no planeta.
Estes dias, um telejornal na Globo News apresentou uma pesquisa sobre os cem piores empregos nos EUA – e um deles  era ser apresentador de TV. Ah, o pior na pesquisa  era lenhador.
Penso demais no TUDO TELA. Até registrei na registro.com e no gmail. A indústria da TI – tecnologia da informação – é muito mais rápida que qualquer um de nós com mais de 45 anos imaginaria 30 anos atrás. E o pior, ou melhor, nossos filhos são digitais e nós, com uma forcinha, também podemos ser.
Temos todas as ferramentas na mão para nos destacarmos neste mundo sem barreiras. O problema é que hoje somos bilhões de habitantes e não mais os pouco mais de 800 milhões de 1895 quando os Lumière e Thomas Edison inventaram o cinema.

 

domingo, 18 de agosto de 2013

Famoso quem ?


Faz tempo que quero contar esta história, mas, como arrumo problemas demais para minha vida, precisava estar muito contente para que, se alguma coisa não agradasse o protagonista, minha felicidade compensasse os problemas futuros (rsrsrs...).
Imagina, fui atender o Alexandre Frota na TV Gazeta de São Paulo numa das primeiras vezes que ele ficou no desvio, ou melhor, sem estar no ar!
Era 1996, o Luiz Carlos Stein, diretor de publicidade, me marca uma reunião com o cara, que me apresentaria um piloto sobre aventura e esportes radicais, na minha sala, no 6° andar da avenida Paulista, 900.
O cara chegou até humilde, com uma bela ideia e um piloto muito bem produzido, para fazermos uma parceria e eu estava bem a fim de fazer. Mesmo com sua truculência, achei que ele tinha chance e prometi que em dez dias daria a resposta sobre algumas consultas que faríamos ao mercado e a grana eu que teria que arrumar. Sempre fui rápido para o sim e instantâneo para o não. Quem trabalhou comigo sabe disso.
Seu assistente na época, um japonês também bem solicito, se aproximou do Stein e ficamos de entrar em negociação rapidamente, pois ele também tinha algumas promessas de amigos em patrocínios.
Mas a vida não é como a gente traça, e digo sempre que “o bom da vida é que tudo, a todo momento, pode mudar”.
E desta vez a mudança foi forte. Acho que já até contei aqui em outra história sobre a filha que apareceu em Resende, que me rendeu algumas felicidades no inicío e no fim, um problema enorme, inclusive com o Frota. Minha ansiedade, quando soube que tinha uma filha de 18 anos, me atrapalhou e embaralhou umas duas semanas. Na família, no psicológico e no trabalho só pensava em conhecer a nova rebenta já vinda criada.
Passei do prazo com a equipe do Alexandre e com todos que naquelas duas semanas dependiam de uma resposta ou algo que dependesse de muitas reuniões, como uma parceria na TV Gazeta, aprovação de um sem-número de gente da Fundação e conselho de gerentes – uma burocracia aos moldes de uma empresa pública. Mas, eu juro, eles me apoiavam e eu trazia a grana sempre.
Com todos esses rolos, o japonês ligou algumas vezes para o Stein e, sem resposta na terceira vez, já não foi o japa quem ligou e sim o próprio pavio curto Alexandre Frota. Sem saber o que estava acontecendo, falou um monte ao meu brodinho, Índio (Stein). E não deu outra! Tomei suas dores e mandei disser que ali ele não teria mais programa, ou melhor, nem seria mais escutado nem atendido.
O cara deixava centenas de recados malcriados com a secretária, e perdemos os dois. Quem sabe, seria um sucesso seu programa na Gazetinha, ou até ficasse amigo do cara? Mas a vida é dura até para quem é duro, me disse o inverso disso estes dias um ex-amigo meu, bambambã do mercado e meu pupilo durante anos.
Estes dias, o vi na TV, falando de sua família e de seus repentes de loucura. Eu também já tive um monte desses repentes, mas briguei com poucos e colecionei mais amigos, graças a Deus!
Pena que nem o Frota, nem meu ex-pupilo fazem mais parte de minha vida – mas me lembram o bom da vida e que a todo minuto tudo pode mudar e a qualquer momento um ilustre desconhecido como eu pode ser o famoso quem, mesmo? 

 

domingo, 11 de agosto de 2013

Mídia Ninja. Mídia da mãe de quem , mesmo? Opinião


 Seja de quem foi a ideia do grupo,  Mídia Ninja já deve valer alguma coisa no mercado.
As empresas de mídia foram as primeiras e se render à revolução da web, internet e digital, e hoje caminha dentro de todos os segmentos de mercado a utilização destas ferramentas, que não deixam mais nada sem resposta, mesmo sendo elas por vias não fidedignas ou sem o poder de convencimento com dono, CPF e credibilidade.
Para mim, não importa se foi o governo ou a oposição quem criou, o que importa é o barulho ou esta bolha que está se formando ao redor deles. Da situação ou do contra, estamos aprendendo na marra a entender que daqui para a frente qualquer um de nós é responsável para denunciar este monte de abusos de quem tem o poder em qualquer esfera da sociedade .
Quem me diz que os contra também não são comprados? Os a favor tenho certeza (rsrsrs...). Então, podemos imaginar qualquer coisa em qualquer informação que recebemos, nas novas e nas velhas plataformas de distribuição de conteúdo.
Ah, ainda tem a discussão entre os acadêmicos e os profissionais do mercado de comunicação  e a dos  que apoiam um partido ou outro partido! É uma confusão tão grande que nem toda a tecnologia digital consegue resolver.
A Veja é vendida, dizem muitos. E quantos a leem e acreditam no que ela publica? Há décadas é nossa maior e mais premiada publicação. E o Jornal Nacional é vendido? Se for aí, posso afirmar que somos todos uns bobos da corte. Eu, pelo menos, não passo uma semana sem  assistir  – e mais uns 70 milhões de brasileiros todos os dias.
Em quem confiar neste momento de totais indefinições para onde vai, ou melhor, vem nossa noticiazinha de cada dia? Na Mídia Ninja (rsrsrs...)? É lógico que também não!
Comecei este texto porque vi na internet dia 06 08 2013 um dos meninos do novo grupo midiático com nossa presidenta em uma foto e com os poderosos ministros em outra. Difícil é acreditar e imaginar quem mente mais. Nós, pobre mortais, ou os donos das mídias familiares, que estão com e no poder há décadas, e políticos que ganharam do nosso suor as concessões dos veículos de massa?
Mas quem fala com a massa agora? Quem forma opinião nestes dias de manifestações e turbulências, que dos países árabes ao nosso estão acontecendo, por estas vias que vão do celular aos computadores? Não seria melhor, então, mandar prender o Bill Gates?
Com certeza não sou eu! Nem meus melhores amigos formam a opinião de milhares de cidadãos que vão às ruas pedir por dias melhores depois de amanhã. Quem forma a opinião ainda são aqueles que têm o poder de colocar suas ideias e fazê-las circular, e isso o Mídia Ninja fez em poucos dias, do Jornal Nacional à revista Veja ,as velhas mídias da mãe  e em milhões de comentários na internet e redes sociais livres para todos nós lermos .As novas mídias da mãe.
Não importa quem inventou a pólvora, o que importa é que ela foi inventada e esta aí, não é meus caros amigos? Ah, plagiei um cara que um monte de gente tem criticado – me desculpe aí Galvão, eu ainda gosto muito de você!    

sábado, 3 de agosto de 2013

No Copacabana Palace com a loira famosa do jornalismo nacional.


Lembram da Doris Giesse, apresentadora do jornal local da Globo no Rio de Janeiro? Pelo seu despojamento no seu visual e sua firmeza, conquistou e ancorou o principal telejornal nacional  da Bandeirantes durante um bom período.
Há tempos conto esta história aos amigos e parentes e, recentemente, a vi no facebook e, como em diversas das histórias que conto, brotaram-me  os acontecimentos com minha filha Luciana Vieira com, na época, quatro anos e a já adulta Doris Giesse  – cheia de moral, como âncora do jornal das 20h da Televisão Bandeirantes, que, na minha opinião, depois do Jornal Nacional, é a fonte mais importante em nossos telejornais. Na época, foi uma das contratações mais comentadas do jornalismo e da televisão.
Eu trabalhava como publisher da revista Imprensa e tínhamos um escritório no Rio, com o competente Enio Santiago como diretor comercial. Os tempos eram outros e o Enio mandava super bem, com os diversos clientes do mercado carioca Chase Manhattan, Banco Boa Vista, Petrobras, Casa da Moeda, BNDES e as muitas permutas como a com o grupo de restaurantes e casas de show do Chico Recarey, se não me falha a memória, tínhamos na mais badalada até uma mesa Revista Imprensa, e não poderia deixar de comentar as permutas com os hotéis:  Othon, Nacional, Intercontinental e o badaladíssimo Copacabana Palace, palco desta crônica .
Fizemos durante anos permuta com o Copacabana. O único problema é que as diárias tinham prazo para utilização de exato um ano e, na hipótese de não serem utilizadas neste período, eram perdidas, coisa que aconteceu no primeiro ano e nunca mais cometemos esse erro, o qual culminou na história que vou começar logo abaixo.
Sempre fazíamos a permuta no começo do ano e, automaticamente, ela terminava no fim do ano. Fiquei super atento com nosso crédito e quando chegou novembro reservei as últimas três diárias para mim e minha família, pois perderíamos a permuta e ninguém iria gastar com trabalho. Ganhei até uns pontos com o Sinval Itacarambi Leão, meu patrão, pois não perdi diárias como no ano anterior.
Reservei de quinta a domingo e lá fomos nós. Ainda só tinha dois filhos e, como minha primeira mulher não podia faltar ao trabalho, fomos o Caio (seis anos) e eu na quinta e minha filha Luciana e a mãe na sexta à noitinha.
No sábado, foi uma festa o café da manhã. Lembro até hoje, foi a primeira vez que tomei suco de uvas verdes, hoje tão comum , mas naquele tempo só me lembro de ver isso no Copa. Os meninos pequenos e as permutas já faziam sucesso ou já eram histórias com os amigos. Lembro de uma delas, quando recebemos uns televisores do SBT como parte de pagamento de um encarte e coincidiu, em minha casa, de termos comprado uma geladeira nova. Uns amigos chegaram em casa e comentaram  sobre TV e geladeira novas, e meu filho de seis anos mandou de primeira: “Tudo permuta!” – e para explicar que era só a TV (rsrsrs...).
Voltando ao hotel, depois do café da manhã fomos para a piscina. Um luxo! Para vocês terem ideia, encontramos outros dois casais do mercado matando suas permutas com aquele fim de semana ensolarado.
Com quatro anos, toda criança é levada e cheia de charme, e a Luciana não deixou barato. Cruzava a piscina com sua boiazinha de braço e corria em volta, parando e conversando com todos ali presentes.
Até se encontrar com a loira oxigenada e linda apresentadora do telejornal da Band, que estava do outro lado da piscina, tomando seu solzinho sossegada, e gritar: “Pai o que é isso?”, de frente com a simpática Doris que, sem se irritar, a abraçou e brincou com ela. O inverso da maioria dos presentes, que ficaram calados e alguns até riram daquela forma como minha filha entendeu o look da, na época, andrógena e polêmica em sua forma visual para aqueles tempos.
Hoje, com certeza, minha própria filha não acharia sobrenatural alguém com o cabelo oxigenado. As bonecas têm seus cabelos com cores e tons os mais diversos. A facilidade das crianças verem as coisas são tão ou mais fáceis que nós adultos, seus espaços cognitivos vão se preenchendo numa velocidade que jamais imaginaríamos perto de 1989.    

domingo, 28 de julho de 2013

Mulheres 1, 2 , 3 , 4 , e nosso faturamento quase dobrou.


Neste momento em que as novas e as velhas mídias se entrelaçam e determinam uma nova trajetória não só nas comunicações, mas na forma como viveremos a era hipermoderna, e que o conteúdo você escolhe aonde e qual hora vai ver  lembrei-me de uma história que se passou em 1994 ou 1995 com a Ivone Moraes, na época mídia da Standard, mas que tem a ver com a linguagem destes novos tempos.
Dirigia a TV Gazeta SP e o Marcio Loducca, um dos contatos e quem atendia a Ivone, chamou a ela e a mim para almoçar numa das permutas (rsrsrs...). É lógico que queríamos na época mais dinheiro de algum cliente para nosso carro chefe da programação, o Mulheres, com, na época, quatro horas diárias (acho, hoje, um dos programas da grade das TVs mais antigos). Papo vai, papo vem, a Ivone vira e pergunta por que eu não dividia o Mulheres em quatro programas, que as médias de audiências seriam maiores. Demorei uns minutos para entender o que ela falava e quando me toquei não queria comer mais, queria ir para a emissora mudar a tabela ainda naquele dia. E foi o que aconteceu! Em pouco mais de cinco meses crescemos o faturamento do Mulheres em 75%.
Que danadinha nossa amiga Ivone, que rapidez de pensamento desta craque da mídia nacional! Até uns anos atrás falei com ela na central de mídia Bradesco. Estes dias me disseram que está em outra agência grande . Difícil arrumar emprego, mas para esta moça, se Deus quiser, nunca será.
Com a transição midiática, estamos percebendo as linguagens serem cada dia menores e os programas também.  A Globo já enxergou há tempos isso na faixa noturna, que vale mais. Agora, temos uns três programas em vez de um entre a novela das 20h e o Jornal da Globo.
Outras TVs abertas ainda insistem em programas com 2 horas, 1 hora e não sabem por que suas audiências são baixas.
 Já publiquei este texto, mas não aqui no blog. Estes dias, montando a TV Ouro Negro aqui em Salvador, tenho pensado, e muito, nos toques e ensinamentos dos amigos e penso sempre nesta questão. Apesar de ter consciência de que são momentos bem diferentes, a televisão agora se vê de outra maneira, não temos mais sete emissoras brigando e sim milhares quando pensamos na web.
Como gostaria de saber a opinião de nossa amiga Ivone Moraes sobre para onde vão nossos espectadores nos próximos dias, nos próximos anos. Acho que nem a competente Ivone saberia dizer.