sábado, 2 de novembro de 2013

Chegando na velocidade da luz. Opinião


Prever o futuro é ficção. Acertar o que vai acontecer através de informação e de conhecimento é arte, é pós-moderno; é saber, por meio de códigos, cruzar dados e informar os caminhos antes mesmo de eles acontecerem.
Criar um texto sobre o imaginário social e financeiro do planeta para frente é tarefa difícil e corajosa, pois a velocidade do mundo hipermoderno tem seus sobressaltos cada vez mais próximos.  Existe a possibilidade de as previsões não se concretizarem, pois catástrofes naturais, políticas e sociais podem fazê-las falharem e levar nosso interlocutor ao erro, e o que vemos são acertos contínuos e lógicos que apontam ainda mais o futuro.
A cada dia que passa o tempo real fica rápido. O tempo futuro, o conteúdo e a informação passam a ser materiais básicos – “Commodities” – na busca das soluções e de balizadores do que vem a acontecer no social, empresarial e governamental.
Não descer o penhasco sem corrimão é para poucos, para aqueles que buscam minimizar suas decisões, para aqueles que almejam ajuda nas ciências sociais, nas estatísticas que apontam o certo, o errado e o caminho futuro. Enfim, saber usar esse tipo de informação com visão holística determina quem vai vencer.
O ser humano, segundo Kazuaki Ushikubo, é impulsionado por dois fatores sociais: “caos e ordem” e “extroversão e introversão”. As duas dimensões fornecem um referencial para o posicionamento das quatro carências básicas: MUDANÇA, PARTICIPAÇÃO, LIBERDADE e ESTABILIDADE. Essas carências constituem o espaço cognitivo das pessoas (Marketing em ação. Philip Kotler, Dipak C. Jain, Suvit Maesincee).
Depois da Segunda Guerra Mundial, o crescimento da economia é exponencialmente multiplicado, em projeção geométrica nos 45 últimos anos, chegando a dobrar a cada ano. Isso mostra o significado da rapidez que a socialização das massas necessita para alcançar a maturidade do conhecimento que levará à divisão do consumo e do poder.
Olhar para a massa e ver nela um caminhão sem rumo é o que até a indústria do entretenimento em seu início fomentou ou entendeu assim. Essa visão colaborou para injetar a massa na informação, pois mexia com adrenalina e coisas do gênero.
Mudanças de caráter social e de consumo são significantes para a elevação do conhecimento através da informação. A possibilidade de ter as coisas oxigena o público, bem como todas as nações.
O imperialismo sempre foi o almejar das civilizações. A globalização sugerida, ou melhor, imposta pela presidência de Jimmy Carter ao mundo foi acompanhada por um pacote de tecnologia que distribui conteúdo e informação barata, a qual, na minha opinião, levará a humanidade a participar do poder de decisão através da chegada e saída on-line e em tempo real da informação dos seus lares. Aí a família, da forma que ela se constituir, passará a ter o poder em suas mãos.
O Universo tem de mudar, as pessoas estão mudando, e só não mudam mais por questão de tempo. A humanidade, ou melhor, os indivíduos querem mudanças, mas elas só virão com conhecimento, informação, conteúdo, cultura e regras. E tudo isso vem aos poucos, mas sempre muito mais rápido, pois socializar mais da metade da população do planeta não é tarefa rápida para poucos anos, mas não para uma eternidade (para apenas quatro gerações). Sim, as coisas devem mudar em 30 anos, e é por aí que vamos olhando o mundo passar por nossa janela e não mais como espectadores, mas sim como protagonistas e tomadores de decisões, para que elas venham como os normais gostariam que elas fossem. A linguagem já mudou algumas vezes nesse mundo moderno, mas não tão rápido como estamos vendo agora, pois essas novas ferramentas fazem a diferença (o aflorar da evolução). Elas devem acontecer com velocidade, a fim de não acabarmos com o planeta e com a civilidade e continuarmos tendo esperança e sentirmos as mudanças. Só assim chegaremos aonde poucos ainda enxergam. 
Vamos ter consciência do que é certo, sustentável, social, puro. A briga, todos já notaram: é contra as desigualdades. Parece que o mal está ganhando do bem e, sejamos claros: o bem, na calada da noite, vai ganhar do mal. Ele está se arrumando para isso. A divisão da informação levará as pessoas a se socializarem e com isso virá a cultura, a inclusão, a preocupação de como e onde vivemos e só assim chegaremos...
As bolhas aconteceram para mostrar a rapidez que o mundo teria de mudar, pois seus locutores sabiam que as alternativas para que as coisas acontecessem deveriam ser urgentes. O planeta e as pessoas não aguentariam muito tempo para enxergarem o futuro – o promissor e o esbravejar em seu pequeno microfone para conseguir as coisas até então impossíveis.
Esse é o momento das ações sociais, aquelas que dão oportunidades a todos que vivem nesse mundo. Sabemos que, se as coisas não fluírem para todos os grupos, vai ficar insuportável viver em sociedade, haja vista que nesse período que antecede 2014 vimos presidentes caindo pelas mãos do povo, e manifestações surgirem em um piscar de olhos. A pessoa começa a ter seu reinado, os grupos de pessoas têm o poder em suas mãos. Até pouco tempo atrás só com a imprensa se fazia barulho; agora, qualquer cidadão faz um barulho enorme no mundo de dentro do seu próprio quarto.

sábado, 26 de outubro de 2013

Blommberg . Casa de ferreiro, espeto de pau ......


Dessa, muitos que estão no mercado se lembrarão... É uma história que não só aconteceu comigo e com minha empresa, mas com todos que trabalharam com o maior fornecedor de informações econômicas e financeiras do mundo.
O que vou contar parece piada, mas é a pura verdade e, se quiserem, vou colocar nomes de pessoas que trabalharam na época e que ainda estão aí no mercado de vendas de mídia.
Tínhamos uma equipe muito boa na América Economia, a primeira operação full regional a acontecer no Brasil. Nosso escritório ficava em uma cobertura linda duplex na Vila Nova Conceição, bairro chique de São Paulo, mas tínhamos gás para mais produtos e um dia aconteceu nosso segundo produto, o qual é o personagem principal de nossa história hoje.
Fazer start up sempre foi minha vocação e isso, na opinião dos responsáveis, nunca foi um início de operação, pois já havia passado por lá as equipes dos competentíssimos Gisberto Sassi, Paulo Leal e, se não me engano, até uma equipe própria da própria Bloomberg TV.
Quando meu sócio na época me disse que estávamos na foto para representá-los, ficamos bem ansiosos. Foram meses de conversas e reuniões com o pessoal do Brasil e até com uma VP comercial venezuelana (uma graça de pessoa, mas firme e determinada a fazer de seu território um sucesso em vendas).
Quando fomos os escolhidos na primeira reunião para acertarmos os ponteiros, lembro que fiz a pergunta básica para quem trabalhou em TV durante mais da metade da vida: qual é a audiência na época medida pelo estudo chamado hoje de WM e na época Telereport? A resposta, por sinal muito desanimadora para a equipe interna do cliente: 0,2 ponto. Porém, para mim foi uma dádiva do céu! Conhecia o estudo quase que de cabeça e 0,2 ponto significava 800.000 telespectadores por mês. Mais que qualquer outro concorrente na área de negócios e economia! Imaginem: a revista Exame líder, que circulava com perto de 180.000 exemplares (quatro pessoas por exemplar), não chegava perto, fora a agilidade da TV que apresentava quase em real time os acontecimentos da bolsa do mundo todo. Nós ainda não tínhamos noção do que seria real time... rsrsrs
Outra coisa que me lembro: em janeiro, pedi as reservas e só tinham duas: Ouro Minas e Centro Auditivo , se não me falha a memória. Falamos muito, mas ali já descobri que não era um start up como disse, mas seria um start up trazer clientes para o canal.
Nossa primeira equipe ficou em nossa sala para escutarmos o que eles falariam no telefone e até como deveriam marcar as reuniões, isso durante uns meses. Depois, desceram para o andar debaixo, quando já tínhamos uns poucos clientes. Demoramos uns seis meses para decolarmos e quase nos mandaram embora. Se em maio a Lurdes Saccardo não nos salvasse com uma campanha linda da Nissan que inovava em banners na tv e internet, estaríamos mortos! Já estávamos quase desacreditados e eu, nervoso, pois, até então, em poucos meses resolvíamos o problema de nossos veículos clientes rsrsrs.
Tivemos uma troca muito grande de vendedores durante os dois primeiros anos. Era muito difícil vender aquele conceito revolucionário e novo de layout de TV e de sua própria forma comercial. Contudo, o produto era bárbaro no formato real time em português e tinha números na minha opinião.
No terceiro ano começamos a colher o que foi realmente plantado. Fomos crescendo aos poucos: no final do primeiro ano chegamos a umas 10 faturas por mês; no segundo ano, umas 18 faturas por mês e disparamos nos terceiro e quarto anos para umas 60 faturas por mês. Só que, aí, os problemas de fato começaram a surgir.
Desde as primeira faturas que foram geradas por nossas vendas descobrimos que o maior fornecedor de dados e informações de economia e negócios do mundo não sabia emitir uma fatura correta. Cada veiculação significava uma operação complicada. Eles erravam no mínimo duas vezes cada uma delas e nosso escritório, que deveria ser só de vendas, passou a ser um removedor de problemas operacionais enormes à medida que faturávamos mais.
Lembro que até os centavos um dia fomos obrigados a pedir para serem eliminados das faturas, até que passaram a ser enviadas por invoice, mas aí foi a gota-d’água pois mandaram uma carta em inglês aos departamentos de checking das agências explicando isso e, é lógico, ninguém entendeu e, na hora de pagar os invoices, uma fatura de 100 custava 152! Imaginem meu ouvido e o dos vendedores na época...
Thiago Barros, Giba Guilherme Freire , Sandro Cachiello e Alessandra Oncken sofreram muito, e os anteriores também rsrsrs. Isso significou um desgaste com a equipe interna e, obviamente, nosso com as agências e clientes.
Recordo que, uns dois anos atrás, encontrei o Gisberto e a Silvia, sua esposa, em Penedo e passamos o dia juntos. Ele me disse que desde a época dele era assim e aí não acreditei mesmo...
Muitas vezes vender é fácil... rsrsrs O difícil é mandar uma nota fiscal correta e que não cause problemas na operação. Nosso cliente era uma craque na informação e um perna de pau na emissão das faturas. Será que o sr. M. Bloomberg tem esse mesmo problema em Nova York?

    

sábado, 19 de outubro de 2013

50% + 1 quando ?


Esses dias publiquei discretamente que 1/3 da população mundial já tem acesso à internet, e foi um grande instituto e de pesquisa que publicou isso o Instituto de Internet de Oxford, no Reino Unido. Essa informação me acendeu alguns questionamentos e tentarei desenvolver algo sobre  logo abaixo.
Imaginem: com apenas 30% da sociedade conectada, podemos dizer que uns 20% são bem conectados e os outros 10% são “meia boca” conectados. Não devo estar exagerando, mas mesmo que hoje sejam os 30%, o mundo nunca mais será como antes rsrsrs.
Hoje meu texto faz minhas pernas tremerem pois vou tentar associar essa audiência e penetração com a formação da opinião pública, a qual hoje, em minha humilde opinião, é conhecida e reconhecida pela pesquisa acima por 30% da população, segundo a segundo, pela internet.
Não sou um profissional de pesquisa, mas sei que a opinião pública só começou a ser medida ou compreendida com o advento/lançamento do primeiro jornal que, no “chutômetro”, devia ser no máximo semanal. O que nada mais é que a opinião publicada.
Os entendidos no assunto vão me massacrar quando lerem isso... Penso que, quando a internet chegar a 50% da população mundial, teremos em real grandeza numérica com a opinião da sociedade aparecendo sistematicamente em manifestações e protestos mais inflamados e com real legitimidade pela grandeza absoluta da maioria em ação, ou melhor, em determinação.
Talvez nem preciso comentar que, na primavera árabe que se estende há dois ou três anos, éramos uns 20% conectados, os quais já são creditados pela grandeza da internet e sua penetração.
Verificando as manifestações do Brasil – este sim com seus 30% conectados –, é lógico que podemos dizer que somos os 30% mais “meia boca” do planeta; enfim, sabemos como funcionam as coisas aqui na terra “brasilis” rsrsrs.
Nunca falo em política, mas acho que daqui para a frente nossos políticos devem ficar preocupados. Daqui a pouco vamos, via GPS, saber onde estão os eleitos pelo povo e cada dia mais saberemos onde e como eles larapiam nossas riquezas...
Os números das transparências cada dia estão mais descarados – no bom sentido da palavra – e divulgados com a rapidez meteórica da web, a ponto de os países não mais conseguirem tapear o fisco mundial; assim, estamos junto das quebradeiras on-line e globalizadas.
Quantos anos vamos precisar para chegar aos 50% + 1??? Como é eleita a maioria das coisas no planeta ou aqui mesmo no meretrício tupiniquim? Desculpem-me, mas aqui estamos virando uma suruba da corrupção e do descaso com a tal da opinião pública, e espero que sejamos os primeiros a se rebelarem contra tudo e contra todos através da imensa maioria da população por meio desse instrumento novo que é a conectividade que estamos aprendendo a lidar. Penso assim pois aqui ainda não sabemos como é o novo tipo de estouro da boiada, como nossos “brimos” sírios, egípcios ou árabes – como os generalizamos – já sentem na pele a tal da conectividade.
Neste texto estou exagerando no palavreado... “Que merda!” Vamos continuar vendo os políticos pararem sem culpa, andarem de avião ou alugarem seus carros de luxo pelo dobro do preço e colocaremos a diferença no bolso!!! Será?
Estamos começando a entender de Matemática. Dois anos atrás nem sabíamos como eram as ruas na Síria, pois era proibido entrar qualquer câmera lá, e hoje vemos batalhas sangrentas a metros do palácio presidencial.
Voltando, fico imaginando quando formos os 50% + 1, será que estarei escrevendo livremente como fiz este texto semana passada ou estarei escutando uns estrondos fortes na rua como a população de Damasco vem escutando há dois anos, antes da primavera que parece muito distante de nossos lares??? 

Ahhhh , achei meio over dose colocar junto ao titulo “Opinião” .

 

domingo, 13 de outubro de 2013

Não quero mais vender nada . Nem La Vista.


Há tempos que estou a fim de escrever sobre o que sacode o mercado dos EUA: o Branded Content.
Nessa  modalidade de negócio em comunicação, as empresas produzem conteúdos para marcas, produtos ou serviços, isso já existe a tempos , “o jornalista  Gabriel Priolli amigo e companheiro de revista Imprensa em 1988 ganhou um premio Esso na categoria informação cultural num projeto comercial patrocinado pela GM e Chevrolet em homenagem a Fernando Pessoa”, além disso hoje  os inserimos na internet por meio das redes sociais produzidos com técnicas de semântica, semiótica  e linguagens diferenciadas, conexas e desconexas, sobre o divulgado, mas que se posicionam por intermédio dos robôs da tecnologia, os quais alimentam e fazem funcionar a web, segmentam as ordens de chegada das listagens dos buscadores da internet e posicionam nas redes sociais, como que por competência, aquilo que você gostaria que estivesse em destaque sobre o que quer divulgar .Meio complicado mas funciona . rsrsrsrrs
Semana passada, em uma ida minha a um evento de lançamento da Copa Nordeste da CBF em Salvador, a convite do e+i - Esporte Interativo aconteceu-me um fato bem engraçado.
Chamei uns amigos para irem comigo a esse evento. Imaginei que não conheceria muita gente e um deles levou uns sócios espanhóis que, com ele, têm o empreendimento imobiliário em uma das vistas mais bonitas do litoral brasileiro: o La Vista. Só para vocês babarem, o mais barato apezinho  custa perto de R$5 milhões.
É La vista fica num morro no Rio Vermelho em Salvador com 180º de mar e a costa de Ondina à direita...
Há tempos que quem me acompanha sabe que não quero mais vender, mas a venda está em minha vida. No evento só conhecia meu amigo, os três espanhóis e o pessoal do e+i que, como transmissor oficial do evento, nos convidou, mas tinham outras prioridades.
Ah... E o Amauri Jr.? Ele ficou conversando comigo e, quando os espanhóis e meu amigo chegaram, sentaram-se com a gente e, por coincidência, o primo do meu amigo era amigo de infância do Amauri! Demos muita risada e eu vendi um merchandising do La Vista em seu programa em pouco mais de 10 minutos de papo.
Saímos, pois tinha o sorteio da “Copa é chatão”, e fomos jantar. O assunto rolou sobre o negócio dos espanhóis com a vista mais bonita e – é lógico! – mandei meus conhecimentos sobre novas mídias, Branded Content em meu parco “portunhol”.
Demos mais risadas e comemos. E eu, sem querer, com coquetel mais jantar, mandei ver e parecia um vendedor (enfim, tenho a impressão disso rsrsrs).
Moral da história: os espanhóis queriam me contratar e, por mais que eu dissesse que não era esse meu objetivo, eles teimaram horas a respeito. rsrsr
Na manhã do dia seguinte, meu amigo me ligou, disse-me que estava tudo certo e adorou minha venda. “Mas eu não vendi nada!”, falei para ele.
Vou ter de me virar com os espanhóis... Quem sabe monto uma empresa de Marca Conteúdo/ AW e, de cara, com um cliente gringo, né...
Encontrei no coquetel até a Ana Maria, diretora de mídia da Ideia 3, a maior agência de Salvador e agência de publicidade do La Vista  , o luxo de vista para os muitos ricos, aqueles que assistem ao programa do nosso Amauri Jr. Será que, se a venda sair mesmo, ele vai me pagar uma comissão??? rsrsrs
Já os espanhóis tenho certeza que não vão me pagar nada, salvo o jantar  , com apartamentos naqueles preços só um ótimo vendedor vai tirar algum dinheiro deles e é logico La Vista ,todos aqui sabem quem vende para rico tem  “ La Vista” boa e só paga depois  .   

sábado, 5 de outubro de 2013

BV , Bureau , Consumercast e Infoshow até o STF já se atualizou.


Durante esses dias um amigo me disse que vendemos muito traço e, por isso, nem eu nem ele queríamos vender mais.
Porém, não é verdade... Vendi muito merchandising, muito informercial e testemunhal. Estávamos na vanguarda do mercado 20 anos atrás. Ahhh... vendi muito pacote a bureau. Ainda não havia o CENP ( Centro de Normas Padrão) .
E hoje vi até uma peça do Meio&Mensagem fazendo sua chamada de um evento e chamando aos quatro cantos a morte do comercial de 30”.
Lógico que ele não morreu; escutei isso na roda com amigos nesse fim de semana em um almoço, os quais  ainda mandam em uma grande verba de um dos maiores clientes do mercado e  eles me garantiram que  ainda não morreu. Fomos mais discretos que o STF não falamos sobre o BV .rsrsrsrsr
Questiono-me sobre a eficiência: será que ainda funciona como cinco ou até 10 anos atrás? Hoje, qualquer um de nós já tem seu computador espetado na internet, sabemos que 30% das pessoas ainda nem televisão têm direito, mas também sabemos que o biscoito que o Faustão come é o Bauducco.
Até poucos anos atrás era uma linda garota propaganda que fazia os merchandisings no programa dele e agora ele põe a mão na massa, como todos os outros apresentadores fazem.
Lembram-se de Ana Maria Braga, quando saiu da Record? Ela comia debaixo da mesa os produtos que faziam merchandising em seu programa. Porém, quando chegou à Rede Globo nem merchandising podia (e hoje pode?, mas já deve ter ido para debaixo da mesa rsrs). É... as coisas estão duras em todas as emissoras.
Lembro-me aqui de alguns merchandisings que deram problema ou foram engraçados:
1-      Quando a Gradiente lançou seu celular, o gerente de marketing queria ir ao Mesa Redonda e o Avallone concordou, mas ele deveria ficar na plateia. Nesse mesmo dia o Palmeiras ganhou e o Avallone, no meio do merchandising e sem avisar ninguém nem o cliente, chamou a câmera nele e perguntou ao vivo quais as vantagens do novo produto. O gerente engasgou e foram os 10 segundos mais longos que vi no ar... rsrsrs

2-      Foi em uma das três vezes que voltava para a Gazeta e normalmente enchia de testemunhais o Mulheres. Trouxeram-me um novo cliente de vendas de tecidos da periferia de São Paulo e, no meio de sua entrevista paga, ele manda um “nós teremos que ponhar para experimentar”. O artístico quase me mata, mas ao vivo é ao vivo.( lembra Geraldo Leite)

3-      Era nosso patrocinador um fabricante de roupas há anos e o Avallone até usava suas camisas no programa, mas em um desses dias ele não foi com a camisa e, na hora do merchandising, ele manda a célebre “a camisa que eu de vez em quando uso”.

4-      Nunca tivemos problema com essa empresa. A Walita, com sua cafeteira, patrocinou durante todo o tempo do Clodovil Hernandez na CNT Gazeta e o diretor de marketing, o grande Ricardo Adams, morria de medo de um dia acontecer algo e o afetado Clodovil mandar algo do tipo “esta m...” rsrsrs  Graças a Deus nunca aconteceu nada.
Amigo que me disse que vendemos muito traço; eu vendi infoshow, merchan e programas customizados, os quais são os novos nomes de hoje.
Sobre os traços vendi interatividade, penetração e alcance, como está no estudo que na minha época se chamava Saturno e hoje se chama MW do IBOPE.
“Até os donos de bureau já sabem que os comerciais de 30” cada dia vende menos; contudo, estão aí, mas ainda durarão quantos anos? Vamos saber sobre isso por esses dias, durante um grande evento do mercado. Primeiro quem  patrocina o evento? Ai !!!!  Será que eles falarão about ????   

 

sábado, 28 de setembro de 2013

Almoço grátis nem antes do Google.



Muita gente me pergunta porque é tão importante estar nas primeiras posições do Google ou dos buscadores na internet. Primeiro falo do Google pois, no Brasil, ele responde por 92% das consultas; os outros ainda são insignificantes quando fazemos nossos bilhões de consultas mensais. E estar na frente em qualquer fila sua vez chegara antes dos outros.
Estar por competência ou até pagando te dá a oportunidade de fazer negócios com investimentos baixos e eficiência cirúrgica, ou, se for por competência, nenhum investimento (pelo menos direto).
A segmentação se tornou efetiva com a internet e seus processos digitais, mostrando-nos que podemos organizar, por computadores e robozinhos, as mais recortadas e fatiadas exigências do mercado em todas as suas áreas.
Até pouco tempo – apenas 15 anos – entendíamos de segmentação quando falávamos de revistas, programas de rádio ou televisão, mas hoje não: qualquer produto, assunto ou serviço tem seu espaço reservado. Espontânea e aleatória são nomes que podemos utilizar para chamar esse tipo de organização que as ferramentas de busca nos oferecem.
Esses dias procurava Fernando, meu podólogo durante 10 anos em Salvador, para uma consulta; em um segundo, estava com seu telefone e endereço...  Que avanço! Que facilidade! Minha mãe, com 80 anos, quase todos os dias me pede alguma consulta e ela nem sabe como mexer no computador, mas conhece os atributos e as facilidades do serviço dessa ferramenta – hoje prioritária em nossas vidas.
Ah... A aderência de estar perto ou associado de alguém com milhões ou bilhões de resultados nos buscadores também te aproxima das posições tão pretendidas e compradas pelas empresas. Quando sua marca ou você esta próximo de alguém com muitos resultados, seu resultado também sobe nos rankings da internet.
Uma das grandes novidades que há tempos falamos aqui no semsura888 é a mais recente modalidade de negócios na comunicação chamada Branded Content, em português “Marca Conteúdo/Marcado”, a qual nada mais é que trabalhar os robôs da internet por intermédio de conteúdo que possua afinidade com seus negócios, alavancando você para milhões e bilhões de primeiras páginas e primeiras posições. Parece fácil, mas isso precisa de técnicas, conhecimento em semântica e semiótica e domínio no comportamento da grande rede.
Tenho certeza de que já escutou histórias sobre alguém que encontrou em segundos o que queria com uma consulta grátis, ou que fez um grande negócio porque estava bem paginado sem pagar nada... Ah! É mesmo, não tem almoço grátis – já diziam os publicitários do passado, aqueles que trabalhavam antes de o Google existir.

domingo, 22 de setembro de 2013

Não sonhei tive o bar em Salvador.


Um dos locais em que tive grandes histórias foi o bar que tive quatro anos em Salvador. Umas mil pessoas por noite, de quinta a domingo. Nosso slogan era o máximo: “Você vem pela orla ou pela Paralela, entra na Jorge Amado e K&K”. O nome era “Country Club” quando compramos, mas mudei para “Kountry Klub” e, em poucos meses, já era “K&K”.
Bar é como o carro russo Lada: uma alegria quando compra e uma festa quando vende. Nunca trabalhei tanto na vida. Acho que, por causa disso, não me lembro muito das histórias e, além disso, na época fazia três turnos na TV Salvador, em São Paulo (América Economia e Bloomberg) e as viradas de noite, em todos os fins de semana, eram no bar.
Minha sorte é que não bebo, se não me tornaria um alcoólatra. As coisas em um bar só quebram na hora que você tem a capacidade total (cheio); depois que compra tudo, ainda falta um monte de coisas e todo mundo te rouba, os clientes, os garçons, os fornecedores e, se tiver sócios, eles te roubam também.
Nesse fim de semana sentei com uns amigos e falamos de ter um bar: dos quatro da mesa, três já tinham, e estávamos sentados no bar de um deles em Salvador.
Das histórias do bar, lembro de uma mesa enorme perto do caixa e, uns 30 minutos depois que as pessoas que a ocupavam terem ido embora, me aparece uma loira jovem perguntando se alguém tinha encontrado um celular. Chamamos o garçom, que disse não ter visto e ela, alterada, insinuou que o garçom podia ter pego. Papo vai, papo vem, enfim: ela mesmo se traiu, falando como justificaria ao pai ter perdido o 8º celular em poucos meses... rsrsrs... 
Lembrei de algumas histórias, como a de quando resolvi colocar detector de metais nas duas entradas do bar e no primeiro dia termos encontrado 12 revólveres! Imagine bebidas, mulheres e todos se espremendo, dançando... Depois, foi diminuindo, até que praticamente não tínhamos mais valentões na entrada.
Graças a Deus nunca teve uma briga no bar; caso contrário, com aquele mundo de revólveres, eu já estaria cumprindo uns anos de cadeia.
Um dos melhores lances que aconteceu foi quando, nas contagens, descobrimos que faltavam caixas de cervejas e aí achamos que alguém invadia o bar nas madrugadas quando fechávamos.
Na segunda, fui para São Paulo com aquilo na cabeça e, chegando a Cumbica, peguei um táxi. Um motorista japonês, em poucos minutos de conversa, havia me dito que tinha sido motorista de uma companhia de cerveja durante 30 anos e me contou os truques dos entregadores.
O melhor era ligar no telefone do bar, na hora da entrega, e distrair a chefia que estava ali para não ser ludibriada, ou a forma de se colocar as caixas que você conta, conta e acha que o número está certo, mas se esperar na porta em pé, vai ver que faltam duas ou três caixas. 
Na quinta, voltei e fiquei na porta da entrada das cervejas e não deu outra: faltavam duas caixas e, com a maior cara de pau, pegaram duas no caminhão e me entregaram... ia falar o quê...
Na conversa no bar com os amigos demos muitas risadas, mas posso dizer que nunca  ganhamos muita grana, e sim muitos cabelos brancos.
E, graça a Deus, nenhum problema maior, apenas uma amnésia terrível sobre as grandes histórias que aconteceram nos quatro anos que sofri horrores nas mãos dos clientes, funcionários e fornecedores. Enfim, não quero para ninguém um “K&K” em sua vida...