quarta-feira, 14 de maio de 2014

Pilotos para Televisão


Sem eles seu programa não decolará jamais
 

Quem há tempos pensa em fazer um programa para televisão esbarra nos preços absurdos das chamadas TVs abertas que as igrejas pagam.
Por isso, nos últimos anos ninguém quer fazer um piloto de sua criação audiovisual. Fizemos muitos no passado e esse mercado parecia que tinha acabado.
Quem visitar um diretor comercial ou de programação de qualquer emissora verá na estante, atrás da mesa de seu anfitrião, diversas mídias que na maioria das vezes ninguém assistiu.
De uns tempos para cá paramos de fazer pilotos. As opções nas emissoras ficaram raras, as igrejas e o televendas ocupam tentativas como o “Perdidos na Noite” ou o próprio Luciano Hulk – os dois vindos praticamente do mesmo criadouro: as madrugadas na TV Gazeta/SP e CNT Gazeta.
Já tinha vontade de escrever este texto e aí, conversando com um amigo, ele me pediu para colocá-lo no papel.
Na semana passada fui a um seminário realizado pela Associação  Brasileira de Produção de Obras  Audiovisuais – APRO, a qual, apoiada pela Associação Brasileira de Produtores de Televisão, fará um curso intensivo para habilitar 50 profissionais nas novas diretrizes que permearão a lei do Audiovisual e as posturas das produtoras junto à Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual – ANCINE no preenchimento dos requisitos para a aprovação nos editais que fomentarão o setor nos próximos anos pela Lei n. 12.485, bem como os incentivos que ela trará às produtoras Brasil afora.
Melhor ainda: fiquei sabendo que a televisão – que muitos disseram que acabaria – será a “nova vedete”, já com sua roupagem nova onde o conteúdo é a bola da vez e o agregador de valor.
Basta os pequenos aprenderem a lidar com as mazelas que a lei nos pregará e fazer a lição de casa junto aos principais interlocutores que administram a informação, conhecendo-as profissionalmente.
Seus principais atributos são:

- Desenvolvimento didático e formatação de conteúdo;

- Mapeamento do mercado;

- Prospecção de novas oportunidades; e

- Capacitação.
 

Aí vem os infortúnios: o aprendizado pelos mais seniores das novas ferramentas e a falta de experiência dos jovens aspirantes a ocupar lugares nessa nova etapa de quem parecia ter perdido para o computador sua liderança absoluta.
Nesse Curso de Capacitação e Formação Empresarial serão abordados os seguintes temas: Gestão Empresarial, Legislação, Distribuição, Inovação e Oficinas Transmídia.  
Para que os não muito familiarizados entendam melhor, em 2018 estaremos perto de 32 milhões de domicílios com TV paga, ou melhor, praticamente metade da população: 128 milhões de telespectadores no Brasil.
Logo a teremos interativa e não mais passiva como a conhecemos, boa parte construída por ideias de terceiros e dos próprios consumidores não mais da verticalização do nosso modelo: produzir, veicular e comercializar em um único lugar. 
Entram em cena novos e diversos cargos, muitos ainda com suas titulações em inglês nas conversas e palestras sobre o setor, todos já com suas traduções e remunerações tabeladas por seus sindicatos e associações. 
É um mundo totalmente tecnológico misturado à informação e à dramaturgia continuadas, como já definia Nelson Rodrigues nas crônicas “da vida como ela é”.
O on-line e as novas gerações vêm aí com olhos no celular e não mais na televisão – como eu pensava dias atrás. Mesmo com todo esse panorama, produzir conteúdo terá na telinha seu melhor distribuidor, não importando mais como ela será.
Não podemos reclamar; afinal, fomos assim com nossos antecessores: quando chegou a televisão, falamos que o rádio teria seu fim, ou, anterior a isso, que mataria o jornal.
Até agora nem o homem do carro de som perdeu seu espaço; portanto, quem não mostrar serviço ou seu piloto certamente não encontrará seu lugar ao sol nesse mundo que muda a cada segundo sem nos avisar.

 

     

domingo, 26 de janeiro de 2014

Na Amazônia aventura com uma equipe brilhante. . .


Em 1995, fui convidado por Paulo Markun a fazer parte da equipe que montaria um novo jornal em Manaus: “Jornal do Norte”.
A equipe era maravilhosa e brilhante; além do Markun , Luis Fernando Mercadante, Manoel Canabarro, Marilia Assef... Eu montaria a área comercial e rápido contratei um profissional local o Hidelbrando,  como diretor . Qualquer publicitário do comercial sabia na década de 90 que teria que vender muitos anúncios antes do produto ser publicado .
Foram inúmeros problemas para colocar o jornal em pé, e não vou nem comentar que construíram a primeira sede em um terreno onde jamais poderia ter um jornal, e muitas outras coisas que só acontecem uma vez na vida... Imaginem: os dois maiores desafetos políticos do Amazonas , na época, eram os sócios do jornal...
Welter Arduini, diretor contratado para a circulação, saiu do Estadão em São Paulo e foi para lá com família e tudo. Quando chegou a mudança, já não trabalhava mais no jornal.
Tudo aconteceu naquele Jornal do Norte , em 3 ou 4 meses de circulação ganhou o premio de vendas 1996 da tipo ADVB secção Amazonas e a gerente da entidade em vez de falar “ entrego o premio ao veiculo do ano ....” disse “ entrego o premio agora ao automóvel do ano ....” hilário .... e o Welter diretor de circulação hoje responsável pela liderança do “Correio” em Salvador    estava no palco com a moça representando o jornal. rsrrsrsr
Mas a história é sobre o convite que recebemos para o Markun mediar uma palestra na Universidade Federal do Amazonas, e – por sorte ou azar – eu estava lá e fomos todos juntos assistir ao que chamo, quando conto essa história, de “a batalha no Campus ”. Ali conheci realmente um político de esquerda na universidade... rsrsrs
Para quem não sabe, Paulo Markun foi preso político durante a ditadura e é um dos jornalistas mais competentes com quem trabalhei, pois, além de escrever, tem uma visão de gestão de primeiro time.
Ah! Para chegar ao campus universitário, atravessamos uma estradinha de um quilômetro de selva. Fomos recebidos por um coordenador, o qual nos levou até o auditório que estava lotado e, logo depois, sumiu.
O assunto era a imprensa e o outro convidado, que seria o diretor de redação da Folha de São Paulo, não apareceu (sorte dele!). Paulo Markun fez seu spit e aí conheci os verdadeiros comunistas de plantão em uma universidade.
A plateia não deixou mais ninguém falar. Alguns gritavam palavras de ordem e desconfiamos até que não sairíamos de lá sem levar alguns cascudos...E olha que só o Markum estava na mesa nós sentamos junto da plateia ?
Saímos “meio saídos”... Demoramos até para começar a rir da atrapalhada; achávamos que seriamos bem tratados e saímos vaiados no meio da Amazônia... Sorte nossa que A Crítica, o concorrente que queríamos desbancar, não estava lá. Do contrário, teríamos saído na capa fugindo do hospício que fomos convidados a palestrar...

 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Muito bilhão e pouca educação.


Há meses tento falar sobre o assunto “ascensão das classes sociais” e esbarro no politicamente correto. Quando estive em Salvador, entre maio e setembro de 2013, percebi o quão duro é para o país ter colocado quase 50 milhões de pessoas no mercado de consumo obviamente sem algum tipo de preparação, instrução e sem terem educação familiar para se alinharem nesse novo e diferente mundo que vem se delineando.
Salvador é mais fácil de entender pois, se fizermos rapidamente uma regrinha de três, o percentual dentro da cidade de pessoas que estão nessa condição é bem maior que o de outras capitais. Nesses dias falei sobre isso para um senhor na fila de uma loja de peças e acessórios de carro em São Paulo. Ele tinha visto a placa do meu carro de Salvador e me perguntou como as coisas estavam por lá; eu, meio sem querer, falei que as pessoas estavam duras, mal-educadas e ele, baianíssimo, me disse: “É por que o senhor não mora na zona leste” rsrsrs.
Uma grande parte desses antes excluídos vem de favelas, de famílias sem caracterizações bem definidas, com machismo ou autoritarismo dentro de casa ou por bandidos na comunidade e, quando aparecem na economia, a convivência com outros mundos tem um choque terrível cultural e mesmo de entendimento.
Pelo menos na Salvador antes relaxada e ociosa (como disse, em 2002, Domenico de Massi), todos deveriam conhecer o ócio criativo do baiano; agora, virou um sem-fim de mal-      -educados e estúpidos que atendem o público com desdém e antipatia e, é claro, sem o menor calor humano.
Esses cidadãos vão para os balcões atender a população sem o menor preparo: maltratam os turistas mais velhos, ignoram os que possuem algum tipo de problema e as cidades vão se deteriorando aos poucos – como vi Salvador depois de três anos que morei lá.
Dizem os especialistas que a coisa é meio assim também na zona leste de São Paulo, mas a cidade é grande e você tem escolhas. Já em uma cidade como Salvador, a barra tem pesado. Nos seis meses que morei por lá, quase perdi a cabeça com os maus-tratos e com as atitudes na rua, no trânsito e no comércio... E olha que morei na cidade há poucos anos – quase 10 anos...
Amigos, não estou colocando que a população que hoje conseguiu seu primeiro emprego ou sua chance de trabalho é a culpada. Não é isso... Nossos gestores é que são os culpados, pois faltam cursos, educação e um pouco de planejamento – como tudo aqui em nosso país.
Nós também somos culpados, pois somos as gerações que escolheram democraticamente os governantes que, quando usurpam algo, degeneram as famílias, privando-as de gêneros básicos para chegarem a ter uma vida simples, mas com dignidade.
Nós, que hoje somos os 30% da população conectados e consumistas on-line, não temos ideia das humilhações que nosso povo sofre. Tudo começa na condução que tomamos de manhã espremidos no trem, ônibus ou metrô, quando procuramos saúde, quando precisamos da justiça ou, pior: quando falamos sobre educação (não tem aula, as gangues mandam nas escolas etc.). É como que se não tivéssemos governança alguma.
A Copa do Mundo e as Olimpíadas estão chegando... O que será desse país nesses dois maiores eventos do planeta? Tenho muitas dúvidas: como sairemos desse imbróglio esportivo com todos esses problemas? Sem falar que nada da nossa infraestrutura prometida foi executado...
Axé, meu Deus! Esse país é muito grande e, há poucos dias em São Paulo, um simples “rolezinho” teve bombas e polícia envolvida em diversos shoppings da cidade...  

 

 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Muitas vagas para vendedores de editoriais.

            Lembro-me de que, quando começou a caminhada da PL 116 (agora, a chamada lei do audiovisual a 12485), muita gente tinha dúvidas... Imaginem: três horas e meia semanais de programação brasileira em aproximados 88 canais são mais de 16.000 horas de produção nacional por mês!
O que faltam são profissionais que saibam entender os editais para obterem incentivos nesse universo de produção audiovisual (Ancine, Proac, Rouanet, Secretarias Federais, Estaduais e Municipais de Comunicação etc.).
Tenho acompanhado muito o trabalho de divulgação do meu mestre, amigo e primeiro orientador do meu recente mestrado André Gatti em um grupo no Facebook que, em pouco tempo, já passam dos 21 mil membros; vi que profissionais do ramo têm dificuldades em interpretar. Imaginem: os novos profissionais que as faculdades despejam no mercado ano a ano...
Pelo que vi nesses quase três anos que abracei o entendimento acadêmico, as universidades estão fazendo seu papel, preparando os novos profissionais de comunicação com formação em transmídia, multiplataformas, convergência, marca conteúdo, ficção televisiva, entre outros assuntos em pauta na atualidade, como a linguagem “a bola da vez” na minha opinião.
Acompanhando diversos seminários tanto no meio acadêmico como no mercado, tenho notado que a distância entre um e outro ainda é muito grande, mas existe gente como eu que pode muito bem fazer que eles se aproximem a cada dia.
Com este texto pretendi chamar a atenção dos amigos de mercado sobre o quanto faltam profissionais com essa formação dispostos a aprender a respeito desses novos caminhos que a infinidade de novas tarefas vem trazendo ao cinema, televisão, internet e todos os meios de distribuição de conteúdo.
Temos diversas oportunidades na comercialização dos conteúdos incentivados , series ficção, series documentais , cinema ,  internet , animações e etc, etc  .
Hoje não se vende mais espaço, vende-se retorno; agora não se distribui comerciais nos breaks, molda-se situações dentro dos editoriais que chamo de infoshows, até no corpo de produtos como o Jornal Nacional, onde recentemente vi o William Bonner falar sobre os patrocinadores da Fórmula 1 e, ao seu lado, um templet com o nome de todos.
Ah... Não vejo mal nenhum em a Globo fazer isso; contudo, a pena é que seus concorrentes fazem isso, mas são duramente criticados. Atualmente, quem não usar desse recurso pode dar adeus aos seus resultados no fim de 2014.
Vamos lá, gente! Todos nós que temos filhos na geração on-line sabemos que hoje a linguagem é fragmentada e sem a menor explicação, salvo os contratos atuais; porém, nós podemos nos lembrar do passado que a juventude ainda leva em consideração, protegendo-se como um lobo por trás das letrinhas pequeninas que inventamos há anos.
Há tempos digo a meus amigos: esse mundão juniorizado tem suas regras, as quais estão escritas em algum lugar e aparecerão tão logo as coisas não saírem como todos nós desejaríamos, e nós que aprendemos a vender com muitos dos acertos no fio do bigode temos muita chance de aprendermos a vender não mais o break e sim o editorial antes tão dificultado por nossas redações. rsrsrs

sábado, 28 de dezembro de 2013

Velhas mídias não... Novas redes sociais...

             Falamos há anos que as velhas mídias estão acabando... rsrsrs Eu não vejo por aí: vejo, sim, as velhas mídias (como chamamos as anteriores), chegando cada dia mais próxima ao que chamamos hoje de redes sociais.
A cada dia a televisão pede mais vezes aos espectadores suas opiniões on-line, seus vídeos e em alguns (ou melhor, em quase todos) telejornais já vemos diversas matérias recheadas com vídeos feitos por “prosumidores”, como chamamos aqueles que consomem e produzem conteúdo.
Veja o caso da rádio. O grande exemplo é a Sulamérica, a qual começou como uma bela ideia de customizar uma rádio a serviço dos motoristas presos no trânsito de São Paulo. Virou um elo de comunicação do  vendedor de seguros com seus clientes e hoje nada mais é que um produto feito pelos próprios ouvintes, os quais praticamente já mandam de seus celulares as principais notícias sobre o trânsito da cidade ,uma rede social!!!
No caso das revistas, os sites muitas vezes já têm audiências superiores às próprias matrizes impressas e nelas também vemos muita participação dos leitores.
Nem vou falar nada sobre os jornais, pois acho que se pedirem mais opinião dos leitores, virariam uma transmídia totalmente interativa e receptiva, sem ferir a integridade. Melhor do que fechar né rsrsrs
E a mídia indoor, que era totalmente estática? Hoje caminha a passos largos para a interatividade do supermercado com suas ofertas relâmpagos nos shoppings, nos aeroportos e nos calçadões (já na era digital).
Sem interatividade, não teremos mais mídias; com interatividade, poderemos chamá-  -las de redes sociais. Então, meus caros, aquilo que chamávamos de veículo de comunicação, em breve chamaremos de redes sociais: umas totalmente, outras ainda semiproduzidas.
Vamos avançar cada dia mais sobre aquilo que gostaríamos que estivesse publicado, por nossos smartphones ou mesmo por computadores.
Produzir simplesmente conteúdo e o distribuir são coisa do passado o importante hoje é ter participação de todos os lados.
No futuro próximo, quem não tiver habilidade com esse aparelhinho de conectividade globalizado ficará a ver navios rsrsrs Se der sorte, em morar de frente para o mar... rsrsrs

domingo, 22 de dezembro de 2013

Dois anos estudando a hipermodernidade .


Em tão poucos anos procuramos atitudes que justificassem nossos novos métodos de fazer o futuro e encontramos um número infinito de possibilidades. Perdemos a timidez do consumismo e descobrimos que o social e o planeta são fundamentais para sobrevivermos em harmonia. Para diversas pessoas, o mais difícil é entender as ferramentas que fazem o novo mundo caminhar.
Para nós, que viemos da comunicação, o caminho ainda se prolongará, pois viramos o movimentador das novas linguagens, dos novos conceitos e dos aplicativos que fazem o mundo ser tão diferente daquele que vivemos 20 anos trás.
A fila inclui a revolução da tecnologia, interatividade, segmentação, web, internet, primeira tela, segunda tela, conectividade e agora seus milhares de aplicativos que nos colocam a cada dia mais perto da informação on-line. Nada foi descrito como adivinhação ou previsão. Apresentamos dados críveis de crescimento exponencial em todas as instâncias, que demonstraram a extensão da escalada rumo à penetração total na mídia, empresas e sociedade.
Em alguns casos reuni propositadamente Brasil e mundo, pois a globalização realmente confunde. Estamos tão perto de tudo que às vezes temos a impressão de não haver distâncias. Mas elas existem, e quando vamos mais a fundo, vivendo toda a avalanche de novas soluções, ainda estamos bem atrás dos países desenvolvidos, dos softwares ao hardwares, e até no modo de  entender aonde chegaremos. O mais importante é que as mudanças são notadas e normalmente têm velocidade absurdamente rápida. 
Mesmo sendo um entusiasmado pela nossa liberdade, aquilo que Umberto Eco chamou de “apocalípticos e integrados” (Eco, Umberto Apocalípticos e Integrados - Editora Perspectiva), ratifico as dificuldades que encontraremos na briga com os poderes econômicos, corporações, governos e grupos da sociedade. As regras gradativamente são quebradas e adaptadas. A convivência do antigo com o muito novo acontece em todas as áreas da sociedade.
Apesar de não dedicar no texto espaço significativo sobre a história do cinema, nele encontrei diversas explicações para dividir minhas justificativas nos três momentos que determinam esta pesquisa e que serviram de base para os capítulos: mídia, corporações e sociedade. 

Até chegarmos às afirmações que dão significado a este trabalho, deixamos explicitado como e por que o caminho do que chamo de convergência teve seu começo na indústria midiática, e usei em determinado momento um case de rádio entre a empresa de seguros Sulamérica, que transformou o trânsito no maior associado à sua marca, na customização do conteúdo dessa estação. Usei seu exemplo para determinar como uma empresa começou a utilizar o que chamamos de “novas plataformas”: celular, sites, smartfones, rádios e softwares para atingir com seu conteúdo seu público-alvo. Mas afirmo na conclusão que em poucos anos boa parte do conteúdo dessa rádio é agora produzido pelos próprios ouvintes, e fecho a trilogia nos três momentos de meu trabalho.
Nestes dois anos de aprendizado encontrei no mestrado autores que pensavam e justificavam parte daquilo do qual participava em meus anos de profissão no mercado de comunicação. Aos poucos esse conhecimento foi se solidificando, e em diversos casos se tornou realidade, apesar de os céticos ainda exigirem garantias e exemplos mais concretos para perceber aonde chegaremos com a produção e a distribuição de conteúdo. 
Nosso objetivo é colaborar para haver o entendimento de que a queda dos preços facilita nossa vida com os equipamentos que produzem audiovisuais e os armazenam. Ainda, ter a real ideia de que a distribuição do que é produzido na mídia, corporações e sociedade é hoje um complicado quebra-cabeça. E determinar quem realmente tem credibilidade e em quem confiar no momento dessa avalanche de informações com tantos donos disponíveis ao clique em seu computador.
Chego ao final de dois anos acadêmicos bem perto do que vivenciei no caminhar no mercado de comunicação. Tive o respaldo de autores como Nicolau Sevcenko, Cris Anderson, Henry Jenkins , Gilles Lipovetsky e diversos outros que, com pensamentos de vanguarda, contribuíram para entender a velocidade imprimida ao nosso novo mundo. E desvendar aonde ele chegará com suas afirmações e filosofias na revolução na forma de fazer e consumir comunicação.
PS : Conclusão do meu trabalho/ dissertação com 81 paginas no mestrado “Convergência pelos processos e linguagens audiovisuais “ termino 28 10 2013.  


 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Celso Cascão , Ricardo Fremder , Rubens Carvalho tentei vender , acabei comprando ....

Perdi a história que ia contar que era sobre parar de fumar, a qual tem muito a ver com meu trabalho rsrsrs Porém, resolvi contar uns “causos” com personalidades que convivi na minha carreira e que hoje estão vendendo o patrocínio do fim do mundo lá no céu.
Vou falar do Celso de Castro “Cascão” – lembro-me dele fazendo o SuperMarket na Band com o Ricardo Corte Real, aquele turs de supermercados semanais para a Lever... lembram-se disso?
Certo dia, chego ao escritório dele e do Ricardinho Fremder e um deles estava jogando golfe naquelas maquininhas de escritório. Como estava lá para tentar pegar uma grana deles, perguntei se tinha como entrar no jogo e o Celso me disse que primeiro tinha de dar para receber rsrsrs – já fazendo uma alusão ao termo que se usa em política (acho que foi o Maluf que o usou ou outro político de qualquer partido). No final, arrumei uma cliente para eles que faria outras mídias (uma importação de calcinhas que levantava a bunda das meninas com a irmã do leiloeiro mais famoso hoje)... Fui lá vender e praticamente comprei rsrsrs O Fremder saiu da sala gargalhando, levou-me até o elevador e tirou uma:  “Falei para você não vir sempre” rsrsrsrs.
Gostava de ligar para o Rubão e contar umas histórias, mas outras maravilhosas também apareciam como uma em que ele e o Faveco( ainda com a gente na Terra) tinham bolado um acordo com uma grande rede de cinemas, a qual venderia ingressos para serem dados em uma promoção. Eles não ganhariam nada, mas quem não fosse na promoção que  ganharia um ingresso na compra de 12 danoninhos,o dinheiro eles ganhariam o preço do ingresso integral (normalmente mais da metade não usa o ingresso).
Tem também o Mané – Manuel Nascimento, amigão, trabalhamos juntos na DPZ e ele vinha da Nova Agência com a conta da Nossa Caixa, na época o Itaú era bem mais forte em São Paulo e os contatos falavam dele para mim e vice-versa. Um dia, depois de alguns meses em que trabalhamos juntos, o Mané entrou na minha sala, fechou a porta e me perguntou se sabia que ele era gay e eu perguntei se ele ia comprar uma cota do futebol da Jovem Pan. Eu fui um amigão do Mané a vida toda e me lembro dele sempre.
É, amigos... Vou deixar outros contos para frente pois não é bom falar até acabar. Caso contrário, o que vou fazer? Ainda quero viver mais uns 30 ou 40 anos! Acho que chego aos 86 ou 96 anos. Por esses dias cruzei com o Altino José de Barros e ele me contou como faz para chegar ai, mas... será que vou ter histórias até lá??? rsrsrs