sábado, 24 de maio de 2014

Imprensa na TV " Pai de Santo "


Durante anos estive à frente do programa  Imprensa na TV  já falei algumas coisas em outras crônicas, mas nunca uma só sobre ele – com tantas histórias e figuras importantes da imprensa brasileira.
Ele começou com uma turma forte: na a direção do Dante Matiussi e Paulo Markun, Manoel Canabarro e Gabriel Priolli no editorial, meu compadre e chefe na época Sinval de Itacarambi Leão e eu no comercial, na direção do programa o Valdir Zwetsh e apresentando o Markun e a Astrid Fontinelle, minha amiga “foca” ainda, mas arrebentando desde cedo.
O programa era exibido às 18h dos domingos na TV Gazeta e foi por causa dele que, anos depois, fui parar lá por três vezes como diretor. Faturávamos um absurdo com um programa independente na Gazetinha e o Luiz Fernando Taranto enxergava tudo, mas só depois que fui descobrir isso... eu sempre o considerei muito, até hoje – apesar de estarmos distantes.
Nessa época eu participava, mas era mais papagaio de pirata e aprendiz. Mandava bem no comercial, tínhamos Almadén (vinhos) com a canetada do Fernando Almada, O Estadão na caneta da Adélia Frascesquini (jornal) e Gurgel ( Rogério Setembro e ...) – é, os carros brasileiros rsrsrs – mais dois patrocínios (desculpem-me e me corrijam se alguém se lembrar dos outros dois, se Marcelo Capassi e Rogério Ferreira puderem me ajudar,  meus fiéis escudeiros durante muito tempo lá).
Um dia essa equipe toda se foi: o Markun e o Maneco saíram da sociedade, o Dante foi para a Record e o Sinval, o Priolli e eu ficamos com a bronca toda, mas a seguramos, como vou contar abaixo. Ah! Tinha o Edilson também no financeiro que segurava tudo – um craque!
Trouxemos o  Zé Amancio para dirigir no lugar do Valdir e o Carlos Nascimento – imaginem o Nascimento, o Priolli e eu na direção do programa... eram reuniões de pauta memoráveis e foi ali que comecei a me interessar por produção de TV.
Foram programas antológicos e passamos para Record. O Dante era o cara da Record, até com o Edir Macedo tive reunião e, com a saída dos dois, fui de diretor comercial para Publisher da revista e diretor geral do programa.
Nesse período ainda tivemos o Marco Antonio Rocha apresentando no lugar do Nascimento que – é lógico – rapidamente alguém o levou de volta, acho que para a Globo. Outro craque...
Eu também, na volta do Dante para a editora, me fui um dia. Contei uma lorota mas estávamos batendo de frente quase que diariamente.  A empresa era dele e do Sinval e era eu quem mandava. Hoje sei como isso deveria ser difícil na cabeça do italiano na época, e saí para um dia não brigarmos fortemente.
O mundo girou (editora Globo, Band SP1, Gazeta três vezes, AmericaEconomia, ... ) e, anos depois, eu no Canal 21, precisando falar com o mercado de comunicação. Lá vou eu dirigir novamente o Imprensa na TV com a ajuda do Ricardo Narchi e o Durval da Video In e dos apresentadores Gabriel Priolli (três meses). Porém, Marco Antonio Coelho o tirou, levando para a Cultura rapidamente, e ainda tivemos  o Marco Damiani e a Heliane Nogueira nas apresentações dois lindos meus amigos do peito até hoje, ajudando-me nas pautas o Tão Gomes Pinto, e um jornalista muito bom baiano (foca), a Luna Carregari, minha amiga de confissões até hoje e diretora na TV da Escola Paulista de Medicina na época, e Heliane sua chefe lá com a gente e, nos domingos, às 22h30, na grade do Juca Silveira “canetando”. Mandamos ver: mais três anos de jornalismo da mídia, com a Petrobras patrocinando o primeiro ano e os outros seguramos na marra e com a ajuda dos parceiros acima, não teve jornalista e publicitário famoso que não foi lá falar rsrsr.
São muitas as histórias, mas foi uma com a Heliane Nogueira que me fez escrever esta crônica. Lembrei-me disso num papo com o Dorival Seta, meu leitor que possui uma grande memória, sabe tudo sobre o Hélcio Vieira . Em um dia de pauta, havia estado o dia anterio com minha primeira sogra dona Cecilia  que não entende nada de TV e comunicação e ela me perguntou por que um pai de santo podia ter um programa de rádio na Mundial e outros não. Aquilo me acendeu uma vela... Era o pai Celso de Oxalá, todos acharam estranho eu indicá-lo, pois nem as igrejas ainda eram tão fortes, só a da Graça estava no horário nobre na Gazeta CNT, as outras ainda estavam acanhadas. Fora a Universal que já era dona da Record, só tinham aluguéis nas rádios e alguns programinhas nas grades de sábados e domingos. Ah! O motivo da minha saída da Gazeta CNT é que atrapalhava nosso discurso de prosperidade (hoje ninguém mais liga, pois estragaram tudo): durante os quatro anos de Canal 21 nunca pusemos uma igreja na grade, era um acerto com o “big Johnny”, mas hoje acho que eu podia ter sido menos radical...
Mas voltando a pai Celso, era um pai de santo das antigas. Vestia-se com um turbante, gostou muito de mim. Na gravação, as meninas estavam com medo, e fui lá para conhecer melhor o pai de santo e segurar a gira das meninas  .
O sucesso foi tão grande para ele – é lógico – que, uns 20 dias depois, o pai de santo me ligou e me pediu para ir a sua casa, em uma rua paralela da Washington Luiz. Achei que queria um horário na TV e isso só eu vendia melhor, não vendia? rsrsrs.
Chegando lá, era uma reunião com os assessores de imprensa dele. Eu nem imaginava por que estava ali, a não ser para escutar uma proposta que não seria aceita por mim em razão de nossa postura na emissora e pelos pequenos problemas que tive em pautar o espírita dono de programa de rádio no Imprensa na TV (discriminação).
Os assessores do pai de santo “imprensa e stile” queriam que ele mudasse suas vestimentas, tirasse o branco  o turbante e a parafernália de guias e colocasse um terno e gravata e, em um determinado momento, ele perguntou minha opinião.
Os dois quase me comeram com os olhos, mas estava ali para fazer uma gentileza e retribuir sua estada no programa; então, mandei meu recado.
“Há quantos anos o senhor se veste assim?”, perguntei, e ele me respondeu: “30 anos”. Novamente perguntei: “O senhor paga seu horário e vive bem?”, e ele me respondeu que sim .
Aí mandei: “Por que mudaria seu perfil? O senhor está todo ano nas previsões das emissoras, vai descaracterizar-se e perder toda a sua audiência e seus seguidores”.
Foi um silêncio... Os assessores quase me bateram e nunca mais vi em lugar algum meu pautado. Juro, fiquei com medo na época. Minha vida, a partir dali, mudou muito, o pai de santo, acho que não fez nada, e também não cobrei a consultoria rsrsrs. Já os assessores, bem, tenho lá minhas dúvidas...
Nunca levei meu amigo pai de santo Alexandre Meireles na TV, tem muito mais assunto    frequento seu centro quando posso. Lá a Umbanda é praticada com uma majestosa sabedoria e ninguém paga nada a ninguém. Fico sempre preocupado como ele se segura financeiramente... Ele nunca me pediu nada, eu que vou lá para agradecer pela minha vida e pela estima que meus amigos têm por mim. Lá se cultua Deus e os Orixás e vou lá também para ver as obras de assistencialismo do Lar de São Lazaro , quem for não vai se arrepender.
Imaginem: ontem vi que um juiz do STF considerou a Umbanda e o Candomblé não como religiões. Elas existem no Brasil desde meados dos anos 1500 com a chegada dos escravos no país e são praticadas por milhões de brasileiros. Na Bahia, onde morei por vários anos, a Umbanda deve ser a mais popular de todas as religiões e me ensinou que, com isso, não se brinca – não sr. juiz.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Pilotos para Televisão


Sem eles seu programa não decolará jamais
 

Quem há tempos pensa em fazer um programa para televisão esbarra nos preços absurdos das chamadas TVs abertas que as igrejas pagam.
Por isso, nos últimos anos ninguém quer fazer um piloto de sua criação audiovisual. Fizemos muitos no passado e esse mercado parecia que tinha acabado.
Quem visitar um diretor comercial ou de programação de qualquer emissora verá na estante, atrás da mesa de seu anfitrião, diversas mídias que na maioria das vezes ninguém assistiu.
De uns tempos para cá paramos de fazer pilotos. As opções nas emissoras ficaram raras, as igrejas e o televendas ocupam tentativas como o “Perdidos na Noite” ou o próprio Luciano Hulk – os dois vindos praticamente do mesmo criadouro: as madrugadas na TV Gazeta/SP e CNT Gazeta.
Já tinha vontade de escrever este texto e aí, conversando com um amigo, ele me pediu para colocá-lo no papel.
Na semana passada fui a um seminário realizado pela Associação  Brasileira de Produção de Obras  Audiovisuais – APRO, a qual, apoiada pela Associação Brasileira de Produtores de Televisão, fará um curso intensivo para habilitar 50 profissionais nas novas diretrizes que permearão a lei do Audiovisual e as posturas das produtoras junto à Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual – ANCINE no preenchimento dos requisitos para a aprovação nos editais que fomentarão o setor nos próximos anos pela Lei n. 12.485, bem como os incentivos que ela trará às produtoras Brasil afora.
Melhor ainda: fiquei sabendo que a televisão – que muitos disseram que acabaria – será a “nova vedete”, já com sua roupagem nova onde o conteúdo é a bola da vez e o agregador de valor.
Basta os pequenos aprenderem a lidar com as mazelas que a lei nos pregará e fazer a lição de casa junto aos principais interlocutores que administram a informação, conhecendo-as profissionalmente.
Seus principais atributos são:

- Desenvolvimento didático e formatação de conteúdo;

- Mapeamento do mercado;

- Prospecção de novas oportunidades; e

- Capacitação.
 

Aí vem os infortúnios: o aprendizado pelos mais seniores das novas ferramentas e a falta de experiência dos jovens aspirantes a ocupar lugares nessa nova etapa de quem parecia ter perdido para o computador sua liderança absoluta.
Nesse Curso de Capacitação e Formação Empresarial serão abordados os seguintes temas: Gestão Empresarial, Legislação, Distribuição, Inovação e Oficinas Transmídia.  
Para que os não muito familiarizados entendam melhor, em 2018 estaremos perto de 32 milhões de domicílios com TV paga, ou melhor, praticamente metade da população: 128 milhões de telespectadores no Brasil.
Logo a teremos interativa e não mais passiva como a conhecemos, boa parte construída por ideias de terceiros e dos próprios consumidores não mais da verticalização do nosso modelo: produzir, veicular e comercializar em um único lugar. 
Entram em cena novos e diversos cargos, muitos ainda com suas titulações em inglês nas conversas e palestras sobre o setor, todos já com suas traduções e remunerações tabeladas por seus sindicatos e associações. 
É um mundo totalmente tecnológico misturado à informação e à dramaturgia continuadas, como já definia Nelson Rodrigues nas crônicas “da vida como ela é”.
O on-line e as novas gerações vêm aí com olhos no celular e não mais na televisão – como eu pensava dias atrás. Mesmo com todo esse panorama, produzir conteúdo terá na telinha seu melhor distribuidor, não importando mais como ela será.
Não podemos reclamar; afinal, fomos assim com nossos antecessores: quando chegou a televisão, falamos que o rádio teria seu fim, ou, anterior a isso, que mataria o jornal.
Até agora nem o homem do carro de som perdeu seu espaço; portanto, quem não mostrar serviço ou seu piloto certamente não encontrará seu lugar ao sol nesse mundo que muda a cada segundo sem nos avisar.

 

     

domingo, 26 de janeiro de 2014

Na Amazônia aventura com uma equipe brilhante. . .


Em 1995, fui convidado por Paulo Markun a fazer parte da equipe que montaria um novo jornal em Manaus: “Jornal do Norte”.
A equipe era maravilhosa e brilhante; além do Markun , Luis Fernando Mercadante, Manoel Canabarro, Marilia Assef... Eu montaria a área comercial e rápido contratei um profissional local o Hidelbrando,  como diretor . Qualquer publicitário do comercial sabia na década de 90 que teria que vender muitos anúncios antes do produto ser publicado .
Foram inúmeros problemas para colocar o jornal em pé, e não vou nem comentar que construíram a primeira sede em um terreno onde jamais poderia ter um jornal, e muitas outras coisas que só acontecem uma vez na vida... Imaginem: os dois maiores desafetos políticos do Amazonas , na época, eram os sócios do jornal...
Welter Arduini, diretor contratado para a circulação, saiu do Estadão em São Paulo e foi para lá com família e tudo. Quando chegou a mudança, já não trabalhava mais no jornal.
Tudo aconteceu naquele Jornal do Norte , em 3 ou 4 meses de circulação ganhou o premio de vendas 1996 da tipo ADVB secção Amazonas e a gerente da entidade em vez de falar “ entrego o premio ao veiculo do ano ....” disse “ entrego o premio agora ao automóvel do ano ....” hilário .... e o Welter diretor de circulação hoje responsável pela liderança do “Correio” em Salvador    estava no palco com a moça representando o jornal. rsrrsrsr
Mas a história é sobre o convite que recebemos para o Markun mediar uma palestra na Universidade Federal do Amazonas, e – por sorte ou azar – eu estava lá e fomos todos juntos assistir ao que chamo, quando conto essa história, de “a batalha no Campus ”. Ali conheci realmente um político de esquerda na universidade... rsrsrs
Para quem não sabe, Paulo Markun foi preso político durante a ditadura e é um dos jornalistas mais competentes com quem trabalhei, pois, além de escrever, tem uma visão de gestão de primeiro time.
Ah! Para chegar ao campus universitário, atravessamos uma estradinha de um quilômetro de selva. Fomos recebidos por um coordenador, o qual nos levou até o auditório que estava lotado e, logo depois, sumiu.
O assunto era a imprensa e o outro convidado, que seria o diretor de redação da Folha de São Paulo, não apareceu (sorte dele!). Paulo Markun fez seu spit e aí conheci os verdadeiros comunistas de plantão em uma universidade.
A plateia não deixou mais ninguém falar. Alguns gritavam palavras de ordem e desconfiamos até que não sairíamos de lá sem levar alguns cascudos...E olha que só o Markum estava na mesa nós sentamos junto da plateia ?
Saímos “meio saídos”... Demoramos até para começar a rir da atrapalhada; achávamos que seriamos bem tratados e saímos vaiados no meio da Amazônia... Sorte nossa que A Crítica, o concorrente que queríamos desbancar, não estava lá. Do contrário, teríamos saído na capa fugindo do hospício que fomos convidados a palestrar...

 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Muito bilhão e pouca educação.


Há meses tento falar sobre o assunto “ascensão das classes sociais” e esbarro no politicamente correto. Quando estive em Salvador, entre maio e setembro de 2013, percebi o quão duro é para o país ter colocado quase 50 milhões de pessoas no mercado de consumo obviamente sem algum tipo de preparação, instrução e sem terem educação familiar para se alinharem nesse novo e diferente mundo que vem se delineando.
Salvador é mais fácil de entender pois, se fizermos rapidamente uma regrinha de três, o percentual dentro da cidade de pessoas que estão nessa condição é bem maior que o de outras capitais. Nesses dias falei sobre isso para um senhor na fila de uma loja de peças e acessórios de carro em São Paulo. Ele tinha visto a placa do meu carro de Salvador e me perguntou como as coisas estavam por lá; eu, meio sem querer, falei que as pessoas estavam duras, mal-educadas e ele, baianíssimo, me disse: “É por que o senhor não mora na zona leste” rsrsrs.
Uma grande parte desses antes excluídos vem de favelas, de famílias sem caracterizações bem definidas, com machismo ou autoritarismo dentro de casa ou por bandidos na comunidade e, quando aparecem na economia, a convivência com outros mundos tem um choque terrível cultural e mesmo de entendimento.
Pelo menos na Salvador antes relaxada e ociosa (como disse, em 2002, Domenico de Massi), todos deveriam conhecer o ócio criativo do baiano; agora, virou um sem-fim de mal-      -educados e estúpidos que atendem o público com desdém e antipatia e, é claro, sem o menor calor humano.
Esses cidadãos vão para os balcões atender a população sem o menor preparo: maltratam os turistas mais velhos, ignoram os que possuem algum tipo de problema e as cidades vão se deteriorando aos poucos – como vi Salvador depois de três anos que morei lá.
Dizem os especialistas que a coisa é meio assim também na zona leste de São Paulo, mas a cidade é grande e você tem escolhas. Já em uma cidade como Salvador, a barra tem pesado. Nos seis meses que morei por lá, quase perdi a cabeça com os maus-tratos e com as atitudes na rua, no trânsito e no comércio... E olha que morei na cidade há poucos anos – quase 10 anos...
Amigos, não estou colocando que a população que hoje conseguiu seu primeiro emprego ou sua chance de trabalho é a culpada. Não é isso... Nossos gestores é que são os culpados, pois faltam cursos, educação e um pouco de planejamento – como tudo aqui em nosso país.
Nós também somos culpados, pois somos as gerações que escolheram democraticamente os governantes que, quando usurpam algo, degeneram as famílias, privando-as de gêneros básicos para chegarem a ter uma vida simples, mas com dignidade.
Nós, que hoje somos os 30% da população conectados e consumistas on-line, não temos ideia das humilhações que nosso povo sofre. Tudo começa na condução que tomamos de manhã espremidos no trem, ônibus ou metrô, quando procuramos saúde, quando precisamos da justiça ou, pior: quando falamos sobre educação (não tem aula, as gangues mandam nas escolas etc.). É como que se não tivéssemos governança alguma.
A Copa do Mundo e as Olimpíadas estão chegando... O que será desse país nesses dois maiores eventos do planeta? Tenho muitas dúvidas: como sairemos desse imbróglio esportivo com todos esses problemas? Sem falar que nada da nossa infraestrutura prometida foi executado...
Axé, meu Deus! Esse país é muito grande e, há poucos dias em São Paulo, um simples “rolezinho” teve bombas e polícia envolvida em diversos shoppings da cidade...  

 

 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Muitas vagas para vendedores de editoriais.

            Lembro-me de que, quando começou a caminhada da PL 116 (agora, a chamada lei do audiovisual a 12485), muita gente tinha dúvidas... Imaginem: três horas e meia semanais de programação brasileira em aproximados 88 canais são mais de 16.000 horas de produção nacional por mês!
O que faltam são profissionais que saibam entender os editais para obterem incentivos nesse universo de produção audiovisual (Ancine, Proac, Rouanet, Secretarias Federais, Estaduais e Municipais de Comunicação etc.).
Tenho acompanhado muito o trabalho de divulgação do meu mestre, amigo e primeiro orientador do meu recente mestrado André Gatti em um grupo no Facebook que, em pouco tempo, já passam dos 21 mil membros; vi que profissionais do ramo têm dificuldades em interpretar. Imaginem: os novos profissionais que as faculdades despejam no mercado ano a ano...
Pelo que vi nesses quase três anos que abracei o entendimento acadêmico, as universidades estão fazendo seu papel, preparando os novos profissionais de comunicação com formação em transmídia, multiplataformas, convergência, marca conteúdo, ficção televisiva, entre outros assuntos em pauta na atualidade, como a linguagem “a bola da vez” na minha opinião.
Acompanhando diversos seminários tanto no meio acadêmico como no mercado, tenho notado que a distância entre um e outro ainda é muito grande, mas existe gente como eu que pode muito bem fazer que eles se aproximem a cada dia.
Com este texto pretendi chamar a atenção dos amigos de mercado sobre o quanto faltam profissionais com essa formação dispostos a aprender a respeito desses novos caminhos que a infinidade de novas tarefas vem trazendo ao cinema, televisão, internet e todos os meios de distribuição de conteúdo.
Temos diversas oportunidades na comercialização dos conteúdos incentivados , series ficção, series documentais , cinema ,  internet , animações e etc, etc  .
Hoje não se vende mais espaço, vende-se retorno; agora não se distribui comerciais nos breaks, molda-se situações dentro dos editoriais que chamo de infoshows, até no corpo de produtos como o Jornal Nacional, onde recentemente vi o William Bonner falar sobre os patrocinadores da Fórmula 1 e, ao seu lado, um templet com o nome de todos.
Ah... Não vejo mal nenhum em a Globo fazer isso; contudo, a pena é que seus concorrentes fazem isso, mas são duramente criticados. Atualmente, quem não usar desse recurso pode dar adeus aos seus resultados no fim de 2014.
Vamos lá, gente! Todos nós que temos filhos na geração on-line sabemos que hoje a linguagem é fragmentada e sem a menor explicação, salvo os contratos atuais; porém, nós podemos nos lembrar do passado que a juventude ainda leva em consideração, protegendo-se como um lobo por trás das letrinhas pequeninas que inventamos há anos.
Há tempos digo a meus amigos: esse mundão juniorizado tem suas regras, as quais estão escritas em algum lugar e aparecerão tão logo as coisas não saírem como todos nós desejaríamos, e nós que aprendemos a vender com muitos dos acertos no fio do bigode temos muita chance de aprendermos a vender não mais o break e sim o editorial antes tão dificultado por nossas redações. rsrsrs

sábado, 28 de dezembro de 2013

Velhas mídias não... Novas redes sociais...

             Falamos há anos que as velhas mídias estão acabando... rsrsrs Eu não vejo por aí: vejo, sim, as velhas mídias (como chamamos as anteriores), chegando cada dia mais próxima ao que chamamos hoje de redes sociais.
A cada dia a televisão pede mais vezes aos espectadores suas opiniões on-line, seus vídeos e em alguns (ou melhor, em quase todos) telejornais já vemos diversas matérias recheadas com vídeos feitos por “prosumidores”, como chamamos aqueles que consomem e produzem conteúdo.
Veja o caso da rádio. O grande exemplo é a Sulamérica, a qual começou como uma bela ideia de customizar uma rádio a serviço dos motoristas presos no trânsito de São Paulo. Virou um elo de comunicação do  vendedor de seguros com seus clientes e hoje nada mais é que um produto feito pelos próprios ouvintes, os quais praticamente já mandam de seus celulares as principais notícias sobre o trânsito da cidade ,uma rede social!!!
No caso das revistas, os sites muitas vezes já têm audiências superiores às próprias matrizes impressas e nelas também vemos muita participação dos leitores.
Nem vou falar nada sobre os jornais, pois acho que se pedirem mais opinião dos leitores, virariam uma transmídia totalmente interativa e receptiva, sem ferir a integridade. Melhor do que fechar né rsrsrs
E a mídia indoor, que era totalmente estática? Hoje caminha a passos largos para a interatividade do supermercado com suas ofertas relâmpagos nos shoppings, nos aeroportos e nos calçadões (já na era digital).
Sem interatividade, não teremos mais mídias; com interatividade, poderemos chamá-  -las de redes sociais. Então, meus caros, aquilo que chamávamos de veículo de comunicação, em breve chamaremos de redes sociais: umas totalmente, outras ainda semiproduzidas.
Vamos avançar cada dia mais sobre aquilo que gostaríamos que estivesse publicado, por nossos smartphones ou mesmo por computadores.
Produzir simplesmente conteúdo e o distribuir são coisa do passado o importante hoje é ter participação de todos os lados.
No futuro próximo, quem não tiver habilidade com esse aparelhinho de conectividade globalizado ficará a ver navios rsrsrs Se der sorte, em morar de frente para o mar... rsrsrs

domingo, 22 de dezembro de 2013

Dois anos estudando a hipermodernidade .


Em tão poucos anos procuramos atitudes que justificassem nossos novos métodos de fazer o futuro e encontramos um número infinito de possibilidades. Perdemos a timidez do consumismo e descobrimos que o social e o planeta são fundamentais para sobrevivermos em harmonia. Para diversas pessoas, o mais difícil é entender as ferramentas que fazem o novo mundo caminhar.
Para nós, que viemos da comunicação, o caminho ainda se prolongará, pois viramos o movimentador das novas linguagens, dos novos conceitos e dos aplicativos que fazem o mundo ser tão diferente daquele que vivemos 20 anos trás.
A fila inclui a revolução da tecnologia, interatividade, segmentação, web, internet, primeira tela, segunda tela, conectividade e agora seus milhares de aplicativos que nos colocam a cada dia mais perto da informação on-line. Nada foi descrito como adivinhação ou previsão. Apresentamos dados críveis de crescimento exponencial em todas as instâncias, que demonstraram a extensão da escalada rumo à penetração total na mídia, empresas e sociedade.
Em alguns casos reuni propositadamente Brasil e mundo, pois a globalização realmente confunde. Estamos tão perto de tudo que às vezes temos a impressão de não haver distâncias. Mas elas existem, e quando vamos mais a fundo, vivendo toda a avalanche de novas soluções, ainda estamos bem atrás dos países desenvolvidos, dos softwares ao hardwares, e até no modo de  entender aonde chegaremos. O mais importante é que as mudanças são notadas e normalmente têm velocidade absurdamente rápida. 
Mesmo sendo um entusiasmado pela nossa liberdade, aquilo que Umberto Eco chamou de “apocalípticos e integrados” (Eco, Umberto Apocalípticos e Integrados - Editora Perspectiva), ratifico as dificuldades que encontraremos na briga com os poderes econômicos, corporações, governos e grupos da sociedade. As regras gradativamente são quebradas e adaptadas. A convivência do antigo com o muito novo acontece em todas as áreas da sociedade.
Apesar de não dedicar no texto espaço significativo sobre a história do cinema, nele encontrei diversas explicações para dividir minhas justificativas nos três momentos que determinam esta pesquisa e que serviram de base para os capítulos: mídia, corporações e sociedade. 

Até chegarmos às afirmações que dão significado a este trabalho, deixamos explicitado como e por que o caminho do que chamo de convergência teve seu começo na indústria midiática, e usei em determinado momento um case de rádio entre a empresa de seguros Sulamérica, que transformou o trânsito no maior associado à sua marca, na customização do conteúdo dessa estação. Usei seu exemplo para determinar como uma empresa começou a utilizar o que chamamos de “novas plataformas”: celular, sites, smartfones, rádios e softwares para atingir com seu conteúdo seu público-alvo. Mas afirmo na conclusão que em poucos anos boa parte do conteúdo dessa rádio é agora produzido pelos próprios ouvintes, e fecho a trilogia nos três momentos de meu trabalho.
Nestes dois anos de aprendizado encontrei no mestrado autores que pensavam e justificavam parte daquilo do qual participava em meus anos de profissão no mercado de comunicação. Aos poucos esse conhecimento foi se solidificando, e em diversos casos se tornou realidade, apesar de os céticos ainda exigirem garantias e exemplos mais concretos para perceber aonde chegaremos com a produção e a distribuição de conteúdo. 
Nosso objetivo é colaborar para haver o entendimento de que a queda dos preços facilita nossa vida com os equipamentos que produzem audiovisuais e os armazenam. Ainda, ter a real ideia de que a distribuição do que é produzido na mídia, corporações e sociedade é hoje um complicado quebra-cabeça. E determinar quem realmente tem credibilidade e em quem confiar no momento dessa avalanche de informações com tantos donos disponíveis ao clique em seu computador.
Chego ao final de dois anos acadêmicos bem perto do que vivenciei no caminhar no mercado de comunicação. Tive o respaldo de autores como Nicolau Sevcenko, Cris Anderson, Henry Jenkins , Gilles Lipovetsky e diversos outros que, com pensamentos de vanguarda, contribuíram para entender a velocidade imprimida ao nosso novo mundo. E desvendar aonde ele chegará com suas afirmações e filosofias na revolução na forma de fazer e consumir comunicação.
PS : Conclusão do meu trabalho/ dissertação com 81 paginas no mestrado “Convergência pelos processos e linguagens audiovisuais “ termino 28 10 2013.