domingo, 19 de maio de 2013

Não vou morrer semi digital. ( Opinião )


Amigos, como é difícil achar amigos de outras profissões na web!

Parece que somos somente nós de comunicação que usamos essa ferramenta (rsrsrs...)!

Estes dias fui procurar alguns de quem tenho saudade da época de adolescente, e nada! De um deles encontrei uma referência, pois se casou com uma radioamadora , conheceram-se nas ondas do rádio, mas não encontrei mais nenhum.

Já são milhões de brasileiros usando o computador diariamente e por muitas horas. Os mais velhos devem ser ainda os de maior resistência, devem perder dos jovens das classes menos favorecidas de longe.

Já somos mais pessoas usando o computador móvel que o fixo.

Todos pensavam que a TV e o computador estavam brigando e quem ganhou em utilização foi a praticidade do celular, que já é maior que todos os hardwares.

Parece que tudo esta convergindo para o aparelhinho mobile, como chamamos. Lembro de que em 2000 éramos 17 milhões, e já achávamos muita gente. Hoje, somos 240 milhões, mais que nossos habitantes.

Brigar contra a maré da tecnologia é um desastre sem volta.

Já dissemos aqui outro dia que para conseguirmos tocar o planeta com os 7 bilhões precisamos desses controles e equipamentos todos e tecnologia.

Vivo declarando a saudade que tenho do passado, mas não parei um minuto de buscar conhecimento nas novas mídias e nos novos conceitos.

Tenho notado que muitos de nós (mais velhos) caminhamos para a inclusão digital profissionalmente e pessoalmente e sei que nós de comunicação chegaremos lá primeiro. Fico pensando nos meus amigos que não encontrei – como será a vida deles sem o engajamento digital, vão morrer analógicos? Com  55 , 56 anos ainda tem volta tentem!!!!!

Acho que minha astróloga tinha razão: dois anos atrás eu nasci de novo. Quero todo dia saber mais sobre a hipermodernidade. Não quero e não vou morrer semi digital (rsrsrs...).

 

sábado, 11 de maio de 2013

Software sem Computador.


 Um mídia que sempre atendi desde contato foi o Paulo Camossa, na MPM da General Jardim no centro da cidade de São Paulo  . Lembro que roubaram meu toca-fitas , ou melhor, meu primeiro Roadstar – e lá se foi uma fita cassete que eu tinha desde os  15 anos, com Back in Bahia de Gilbert Gil gravado em Londres , Novos Baianos com Preta, preta, pretinha e Caetano Veloso .
Ali no centro atendíamos MPM  do Petrônio Correa  e a  Norton do Geraldo Alonso , dizem que aquela rua se falasse saberíamos coisas da época da ditadura e destes publicitários quentíssimas  . Na Lage & Magy Também me lembro dele ,era difícil estacionar e uma vez, no meu Voyage Verde com placa de Belo Horizonte, levei uma multa na tarde de um dia, no outro dia, pessoalmente do prefeito  de São Paulo há época  Jânio Quadros ,fiz até um gesto, indicando que ele era louco, e à noite daquele dia  ele, no Jornal da Globo, cobrou do prefeito de BH as multas dos mineiros em São Paulo. No outro dia, o prefeito de BH cobrou as multas dos paulistas e paulistanos nas Minas Gerais – era algo como cem vezes a dos mineiros em São Paulo. Meu porta-luvas era lotado de cópias de multas; eu nem “zona azul” usava. Eram outros tempos décadas de 80/90.
Com o Camossa ainda tive por diversas vezes o desprazer de chegar à MPM e a mídia inteira tirava sarro, pois desde manhã o Jony Brito, nosso gerente, ligava conferindo nosso roteiro (estes dias, o Britinho, primo dele, foi ao nosso almoço e disse que o Jony, há três anos, tomou uma injeção e vegeta em coma no hospital. Que pena! Fora o roteiro, era um big cara!). 
Uma  outra boa, já ao lado do Shopping Morumbi, o Marcelo Capassi me ensinou: nas salas de reunião ligávamos para a mídia inteira. O toque era diferente de alguém interno chamando e, com uma reunião, falávamos com todos da mídia, inclusive a Zuleide Rampazzo, que sempre amei de paixão. Salvo minha última com ela, a vida  inteira, desde a Almap na Paulista, me dei muito bem com ela. Na última, não tão bem!!!!,  foi de Volks Caminhões agora recente 2007 mais ou menos, ela me falou um monte, mas a história verdadeira aconteceu no elevador do prédio. Fui visitar o Banco Votorantim e escutei dois falando sobre as dez páginas sequenciais. Tomei uma bronca dela, mas me deu as páginas (rsrsrs...).
Nem vou contar direito essa com a Zu eu e ela sabemos  .rsrsrrs. Ela ficou brava comigo mas só na hora .
Já contei aqui, em outra história, coisas sobre ele. Quando estava no Canal 21, marcava umas duas reuniões por ano com ele para dar uma geral. Fiz isso a vida inteira com muitos dos mídias – estamos falando de 1997, 1999 – mas foi  ele que me disse que eu tinha um software na cabeça  ,nem usávamos computador direito ainda, que as regularidades eram pontuais. Conversamos aquele dia que vinha para a Almap, escutando uma coletânea de The Cure – estes dias lembrei muito dele a banda esteve no Brasil, e ele me disse que tinha ido ao Rio ver  a banda Back num festival. Ainda tínhamos um tempinho para falar de rock in roll ,sexo e ....já nesta época não muito mais.
Saudades – em inglês não existe esta palavra e em nenhuma outra língua  , só na língua portuguesa  que têm! Será que esta globalização vai acabar também em português???

domingo, 5 de maio de 2013

Chico, Toquinho, Osmar Santos ,Claudio Barres ,Hulk e Adriana . Adriana?


Uma das coisas boas de estar na crista da onda em veículo de comunicação são as oportunidades de network que pintam.
Estes dias, um amigo diretor de uma rede me contou que estavam num happy hour na casa de um dono de agência e de uma hora para outra um amigo, proprietário de uma agência de modelos, mandou 12 das mais lindas. Eles só viram, que nem mosca de padaria, mas imagine quanta mentira no outro dia!
Mas esta história é lá por 1988 na revista Imprensa, nosso ápice de credibilidade, faturamento e moral.
Só de permuta de restaurantes tínhamos Rubaiyat , Esplanada Grill, Le Bistango ,Santa Colomba ,San Piter  e mais uns cinco bons.
Estávamos tão na onda que fizemos um campeonato de futebol society, e repare nos times:  1-Chico Buarque ( Toquinho e Elifas Andreato que me lembro); 2- Osmar Santos; 3- Esplanada Grill, os riquinhos amigos do Bob Coutinho e Cezar Rios; 4- Imprensa , Zé Bomba , Claudio Barres ,Edilson, goleiro Rogério Ferreira , o Sinval (que no primeiro lance torceu o joelho de frente para o goleiro), e eu na época me achava um craque??? .
Tomamos de 8 a 1 do time do Chico. Fizemos um, os caras pareciam que iam perder e de uma hora para a outra já não víamos a bola. Era um tal do Chico Buarque correr e a bola cruzar a área e gol a todo momento (rsrsrs...). Dos outros, até que fomos bem, mas perdemos.
Um show, num clube ali em Santo Amaro, perto da represa de Guarapiranga, e na sequência um belo churrasco do Esplanada Grill com o maître Carlinhos (o Japa, lembra?) na coordenação  e o Hulk de garçon. Um luxo total para quem viveu esta época de glamour.
O campeonato foi tão importante que até a rádio Globo São Paulo estava dando noticias ao vivo do local, o famoso  Bob Coutinho não jogou. Mas às onze e meia, já queimando as primeiras picanhas, ficou impressionado com meu filho Caio, que tinha uns oito anos, mas já comia como gente grande. Anos mais tarde, olha o seu apelido: Montanha.
O Osmar fez o discurso dos vencedores: o time do Chico e do Elifas Andreato, Esplanada em segundo, Osmar em terceiro e nós na lanterna.
O churrasco aquele dia foi até tarde e os drinks também. Na Imprensa minha secretária era a Adriana – já falamos dela aqui, na época já mandava bem na birita ainda não estava alcoólatra e se enturmava como ninguém –, ficou famosa no meio. Dávamos muitas festas.
No meio do churrasco, ela já bebinha e quase no colo do Chico, e ele fala que ela era bonitinha – e era mesmo –, e ela manda na frente de todos os presentes: “Não sou a mulher de Atenas, não, malandro!“ Teve gente famosa ali que rolou de rir.
A Dri, como a chamávamos, fez história. O Sinval, meu compadre também, tanto na política dos anos 60 e 70, como jornalista e empresário, segura bem sua editora.
Do pessoal do Esplanada, tenho saudades. Até poucos anos ainda me comunicava com o Cesar Rios, o rei das permutas. 

Osmar e irmãos, somos queridos até hoje. E meu network  graças a Deus continua lindo (rsrsrsrs...)! 

 

sábado, 27 de abril de 2013

Encontros. A vida cheia de encontros!!!!!


Segunda 08 de abril de 2013 vi o Átila Francucci dando uma palestra sobre gestão de pessoal muito interessante no ” 2° Encontro de Mídia”. Diz ele que é antiga e só fez algumas alterações a pedido do organizador, o Claudio Venâncio, eu gostei muito!!!
A vida é engraçada! Vou contar uma história diferente de cada um deles .Pode ser que no fim desta crônica as histórias nem se completem, mas gostei do evento e da palestra do Átila.
Sobre o Claudio, sou um louco por adrenalina e ele, um dos profissionais que mais visitei na vida. Como de dois em dois anos mudava de emissora, ou até de  meio , marcava reunião com ele e levava o profissional que o atenderia da minha equipe , o Claudio, como trabalhou centos anos na Fisher, sempre me tirava uma:  “Você não para  Hélcio Vieira!” Nunca expliquei a ele que sou filho de um oficial do Exército e mudávamos de dois em dois anos de cidade, estado e isso acho que me fez um trocador e mudador a vida inteira .Como filho morei nuns 10 lugarei entre  Oiapoque (AP), Rio (RJ) à Praia Grande (SP) como profissional em São Paulo ,Belo Horizonte , Califórnia e Salvador .
Minha irmã era fera. Em dois dias, ela até o sotaque já falava. Tínhamos que fazer amizade rápido, em breve já estaríamos mudando novamente.
Não gostava do que escutava quando meu amigo Venâncio falava isso, mas sempre o compreendi e admirei. Afinal de contas nunca fui empregado de ninguém mais de 4 anos seguidos .
Achava que ele nunca sairia da agência Fischer, mas saiu e fiquei impressionado com o evento que ele organizou. É duro quando você trabalha muito tempo no mesmo emprego fazer com tanta competência algo totalmente diferente, patrocínios num formato diferentes, palestras, sem a pretensão de ensinar, mas delinearam coisas novas na minha cabeça sem a mesmice a que estamos acostumados  e com pessoas que nunca tinha ouvido palestrar.( salvo um patrocinador que exagerou no tempo os outros super bacana o formato )
O outro participante desta crônica é o Átila Francucci, que conheci muito jovem, redator da Young, trazido pelo Alexandre Gama , quando desenhávamos o que viria a ser o Canal 21, na parceria com a City TV do Canadá. A primeira experiência internacional em televisão no Brasil  com enfoque local.Nem sei se ele lembra disso nunca mais o reconheci .
Com aquele menino, hoje um homem, cruzei  inúmeras vezes no elevador do prédio onde tive escritório na Vila Nova Conceição , Rua Arthur de Paula Ferreira 59  por 12 anos, e nem imaginava ser  ele o Atila , não me lembro de ter visto uma foto dele .
Sua palestra contou a história do pesquisador Sir Ernest Henry Shackletont e sua expedição exploradora  na Antártica e delineou na minha cabeça algo novo sobre gestão. Imagine, terminando um mestrado 31 anos depois de ter me graduado, sou ávido por novos livros, novos conceitos imaginados  .E voltei a frequentar palestras. Se olhar para o lado estou lá repare rsrsrs.
Ah, sobre o Átila menino! Como sempre trabalhei em veículos com pouco recurso, foi um luxo ter ele nos apresentando suas criações sobe a primeira emissora, em 1998, que tinha em seu slogan “A cidade em tempo real”. Não foram publicados nenhum dos anúncios criados, mas foi a primeira vez que vi misturado o que chamo hoje de info-show, a vida real misturada a características de entretenimento e jornalismo e vice-versa. Uma ilusão de ótica do jornalismo e o show, sem ferir a essência da coisa.
Depois de anos que não via nada sobre os dois, fiquei muito feliz de vê-los ainda fazendo história , com seus cabelos brancos, como eu, mas ainda mandando ver em inovação e conceitos conexos bem articulados e saindo do lugar comum tão presentes nos dias de hoje em qualquer profissão, e que sorte termos optado por esta labuta e “não sermos superintendente de contabilidade de algum banco”,  frase dita  estes dias numa reunião pelo Caco de Paula da Abril ,e vocês meus caros continuam criativos e mexendo com a criatividade dos outros colegas da profissão.

sábado, 20 de abril de 2013

Contato marrento, com 83 anos de rua !!!!!


Não podia deixar esta para muito depois. Imagine, este senhor deve ser o contato mais antigo do mercado!
E melhor: como atende umas 300 agências pequeninas, ainda é atendido sem ter que marcar reunião.
As agências precisam dele, e ele, é lógico, precisa das agências.
Era 1993, eu, na Gazeta-CNT, vindo da editora Globo, com uma equipe de jovens, muitos hoje diretores de diversos veículos e empresas de comunicação do mercado.
Ainda tinha uma vaga, e o Claudio Carramacho traz na minha sala o Juarez ( 63 anos), que já era meu querido e me pergunta se estava ele no perfil dos que estava contratando. Mandei na hora contratar.
A equipe não entendeu nada. Todos já com suas carteiras montadas, uns 15 dias depois de nosso, na época já velhinho, ter saído por um dia com os jovens senhores do grupo já formado. Confirmei para a equipe sua contratação.
O Jura, como o chamávamos, conhecia todo mundo e os contatos não conheciam ninguém, depois de 15 dias alguns já entendiam que ele estava ali e ia ficar, mas onde?
Mandei comprar o anuário de mídia e uma das assistentes viu as agências que ninguém queria atender, ou melhor, não estavam na relação de ninguém. Eram umas 300, a maioria no centro da cidade. Tinha um pepino: o Jura no volante era um perigo.  Mas na venda era um craque, ou melhor, é um craque até hoje.
O velhinho, como éramos caixa único, tinha sua meta e todos ganhavam igual. Quem ia mal, a própria equipe matava. Nunca ouvi uma reclamação, nem dele nem da equipe sobre ele.
A carteira dele precisava de um tempo e aos poucos começou a ser tão importante quanto as outras, e acredito ainda ser até hoje na emissora.
Amo de paixão o sr. Juarez Macedo, meu brother, conselheiro quando estava lá, e meu amigo para sempre .
A única coisa é que, se tiver problema de coração, pegue um táxi – o volante evoluiu bastante nestes 20 anos em que ele trabalha lá (rsrsrs...).
Quantos não queriam ter um trabalho como este aos 83 de idade, e faturando seus 25 ou 30 salários mínimos mensais, e trabalhando na Paulista 900. Me disseram que o Edson Rocha cuida bem desse menino!!!!!.

 

domingo, 14 de abril de 2013

Nove bilhões de pessoas já passaram pela Terra. ( Opinião)


Por mais que eu escute palestras e leia coisas sobre ciências sociais e cultura hipermoderna, o tempo todo tenho a impressão que faltam informações e tenho a necessidade de ir buscar em outras áreas explicações para aonde vamos chegar nos próximos 20 anos  .
Somos a primeira população na Terra que tem 7 bilhões de habitantes , estes dias escutei em palestra da Martha Gabriel – mestre do MBA da HSM , que na Terra em todos os tempos não nasceram mais de 9 bilhões de seres humanos .Então enterramos menos de 2 bilhões durante toda a humanidade .Para não ser o papagaio da palestrante , somei os mortos da primeira e segunda guerra  e depois preferi ser o papagaio dela mesmo .rsrsrs
Somos a experiência única na vida da Terra que as gerações viveram o analógico e o digital , ou melhor o real e o virtual ao mesmo tempo .
Somos as gerações que pesam responsabilidades para resolver problemas homofóbicos , raciais , naturais e quem sabe seremos os primeiros a enfrentar uma guerra atômica a qualquer momento .Exagerei vai rsrsrsrs.
Como é duro para os que tem  mais de 50 anos entenderem situações nunca enfrentadas por seus  pais , mestres , professores e pensadores .Ou até por boa parte da população que até poucos anos atrás não comia e agora vive com um aparelho móvel que se comunica com qualquer habitante do planeta em segundos .
Ou que 70% da população mundial esta interligada de alguma forma por uma tecnologia de relacionamento tão poderosa ao ponto de derrubar governos até então ultra autoritários.
Nos últimos dois anos descobri lendo que pensadores e pesquisadores já enxergavam movimentos que delineavam nosso futuro antes da primeira guerra mundial , e pasmem nos últimos 50 anos 75% de todas as descobertas aconteceram .
Estas pessoas que nasceram da década de 50 para cá tem uma grande missão ,  tomar ou ajudar a tomar  decisões que mudaram a forma de se viver na Terra .
Como é difícil viver nesta rapidez quase sem freio , nesta sociedade  que parecia ir se distanciando e  como se num apertar de botões se conectou inteirinha e como se fosse em um plebiscito pode mudar os rumos da civilização.
Quem diria até poucos anos pensávamos que estaríamos sozinhos em nossas casas , com no máximo vizinhos e parentes nos escutando e agora falamos ao mundo digitando um texto em seu computador, celular e logo vendo televisão e conversando com imagens dos amigos online.
E melhor ou pior não sabemos ainda a dimensão destas benditas ou malditas invenções do homem mas imaginem sem elas e a qualquer momento tudo pode mudar  em gênero , numero e grau é só inventarem algo mais dinâmico .
E eu até pouco tempo atrás pensava que sabia fazer contas e criar projetos que atingiam um numero grande de pessoas e hoje me sinto menos importante que sempre me senti  e tenho hoje certeza absoluta que ser honesto e ético com meus princípios foi a coisa mais importante que fiz nos meus 55 anos de vida e posso falar sem pestanejar como é bom estar presente neste momento histórico da vida do planeta Terra.

 

sábado, 6 de abril de 2013

Realmente bem na Foto.


O Sambódromo do Rio de Janeiro, uma obra polêmica e cheia de política entre os Marinho e Brizola, Globo e Manchete.
Era 1988, eu, como publisher da revista Imprensa – e como digo sempre, atrás de problemas para minha vida (rsrsrs...).
Somos chamados para uma reunião na AAB – agência de RP do grupo Ogilvy, e com uma equipe de feras: Agostinho Gaspar, Elisa Prado, Rogério Ruschel e outros de que não me lembro e que me desculpem.
É bom lembrar que a revista naqueles anos era a coqueluche do mercado editorial, prêmio Esso, prêmio APCA- Associação Paulista dos Críticos de Arte , nossos próprios Libero Badaró, badaladíssimos.
Tínhamos mais páginas de publicidade que a Exame – umas 50 nas edições normais,nas de aniversário e Dia do Jornalista, perto de 100 páginas. Um , contato na Exame, ia pegar a revista no dia em que saía para correr atrás dos anúncios.
Voltando à  AAB , a Elisa nos atende e nos pede uma proposta para um prêmio de fotojornalistas que cobririam o carnaval no Sambódromo, pois a Osran, cliente deles, estaria iluminando a arena do carnaval.
Posso estar enganado, mas acho que foi o primeiro briefing de prêmio que recebi na editora; ainda não eram comuns os prêmios a jornalistas um corporativismo deles próprios muitos da velha guarda encarava como um tipo de corrupção.
A equipe do Agostinho Gaspar era muito criativa e, posso dizer, na vanguarda. Fizemos diversos projetos com eles.
Apresentamos a proposta e fechamos o projeto e, aí, como sempre, os problemas começaram a pipocar.
No primeiro anúncio sobre as regras do prêmio e os prazos, diversos jornalistas ligaram para a editora e disseram que a iluminação seria imprópria para fotografia. Imagina, mandei bloquear essa informação na editora, e só eu sabia disso(rsrsrs...).
Nem pensamos que poderiam chegar muitas fotos e não nos preocupamos com a estrutura, mas bombou de chegar fotos. Desloquei minha secretária  – que na época era a Adriana Baptistinni  , figura conhecidíssima pelos meus pupilos, era a anjo da guarda de todos os vendedores, antes e depois  de virar alcoólatra – para cuidar e preparar para o grande júri.
Aí vem o grande problema. Um ou dois dias antes do dia do julgamento e definição dos premiados, a Adriana derruba sem querer um copo daquele  grandes tipo requeijão antigamente ( hoje são pequenos)  de café com leite cheinho em cima das fotos. O desespero foi geral. Chamamos o Pena Placeres, nosso diretor de arte na época  que nem estava na editora, e ele ensinou como poderíamos limpar as fotos  – a Adriana até chorou (rsrsrs...).
O prêmio foi um sucesso. Ninguém do juri reparou no café com leite que iluminou os premiados e nunca ouviu falar que a iluminação atrapalhou alguém até hoje na Marquês de Sapucaí.
A Elisa Prado é a bambambã da comunicação de uma grande multinacional; o Rogério Ruschel, o craque da sustentabilidade, e o Agostinho Gaspar, com sua agência de comunicação a GIA, escreveu outra grande história no mercado. E o Sambódromo e sua iluminação são conhecidos no mundo inteiro.