sábado, 20 de abril de 2013

Contato marrento, com 83 anos de rua !!!!!


Não podia deixar esta para muito depois. Imagine, este senhor deve ser o contato mais antigo do mercado!
E melhor: como atende umas 300 agências pequeninas, ainda é atendido sem ter que marcar reunião.
As agências precisam dele, e ele, é lógico, precisa das agências.
Era 1993, eu, na Gazeta-CNT, vindo da editora Globo, com uma equipe de jovens, muitos hoje diretores de diversos veículos e empresas de comunicação do mercado.
Ainda tinha uma vaga, e o Claudio Carramacho traz na minha sala o Juarez ( 63 anos), que já era meu querido e me pergunta se estava ele no perfil dos que estava contratando. Mandei na hora contratar.
A equipe não entendeu nada. Todos já com suas carteiras montadas, uns 15 dias depois de nosso, na época já velhinho, ter saído por um dia com os jovens senhores do grupo já formado. Confirmei para a equipe sua contratação.
O Jura, como o chamávamos, conhecia todo mundo e os contatos não conheciam ninguém, depois de 15 dias alguns já entendiam que ele estava ali e ia ficar, mas onde?
Mandei comprar o anuário de mídia e uma das assistentes viu as agências que ninguém queria atender, ou melhor, não estavam na relação de ninguém. Eram umas 300, a maioria no centro da cidade. Tinha um pepino: o Jura no volante era um perigo.  Mas na venda era um craque, ou melhor, é um craque até hoje.
O velhinho, como éramos caixa único, tinha sua meta e todos ganhavam igual. Quem ia mal, a própria equipe matava. Nunca ouvi uma reclamação, nem dele nem da equipe sobre ele.
A carteira dele precisava de um tempo e aos poucos começou a ser tão importante quanto as outras, e acredito ainda ser até hoje na emissora.
Amo de paixão o sr. Juarez Macedo, meu brother, conselheiro quando estava lá, e meu amigo para sempre .
A única coisa é que, se tiver problema de coração, pegue um táxi – o volante evoluiu bastante nestes 20 anos em que ele trabalha lá (rsrsrs...).
Quantos não queriam ter um trabalho como este aos 83 de idade, e faturando seus 25 ou 30 salários mínimos mensais, e trabalhando na Paulista 900. Me disseram que o Edson Rocha cuida bem desse menino!!!!!.

 

domingo, 14 de abril de 2013

Nove bilhões de pessoas já passaram pela Terra. ( Opinião)


Por mais que eu escute palestras e leia coisas sobre ciências sociais e cultura hipermoderna, o tempo todo tenho a impressão que faltam informações e tenho a necessidade de ir buscar em outras áreas explicações para aonde vamos chegar nos próximos 20 anos  .
Somos a primeira população na Terra que tem 7 bilhões de habitantes , estes dias escutei em palestra da Martha Gabriel – mestre do MBA da HSM , que na Terra em todos os tempos não nasceram mais de 9 bilhões de seres humanos .Então enterramos menos de 2 bilhões durante toda a humanidade .Para não ser o papagaio da palestrante , somei os mortos da primeira e segunda guerra  e depois preferi ser o papagaio dela mesmo .rsrsrs
Somos a experiência única na vida da Terra que as gerações viveram o analógico e o digital , ou melhor o real e o virtual ao mesmo tempo .
Somos as gerações que pesam responsabilidades para resolver problemas homofóbicos , raciais , naturais e quem sabe seremos os primeiros a enfrentar uma guerra atômica a qualquer momento .Exagerei vai rsrsrsrs.
Como é duro para os que tem  mais de 50 anos entenderem situações nunca enfrentadas por seus  pais , mestres , professores e pensadores .Ou até por boa parte da população que até poucos anos atrás não comia e agora vive com um aparelho móvel que se comunica com qualquer habitante do planeta em segundos .
Ou que 70% da população mundial esta interligada de alguma forma por uma tecnologia de relacionamento tão poderosa ao ponto de derrubar governos até então ultra autoritários.
Nos últimos dois anos descobri lendo que pensadores e pesquisadores já enxergavam movimentos que delineavam nosso futuro antes da primeira guerra mundial , e pasmem nos últimos 50 anos 75% de todas as descobertas aconteceram .
Estas pessoas que nasceram da década de 50 para cá tem uma grande missão ,  tomar ou ajudar a tomar  decisões que mudaram a forma de se viver na Terra .
Como é difícil viver nesta rapidez quase sem freio , nesta sociedade  que parecia ir se distanciando e  como se num apertar de botões se conectou inteirinha e como se fosse em um plebiscito pode mudar os rumos da civilização.
Quem diria até poucos anos pensávamos que estaríamos sozinhos em nossas casas , com no máximo vizinhos e parentes nos escutando e agora falamos ao mundo digitando um texto em seu computador, celular e logo vendo televisão e conversando com imagens dos amigos online.
E melhor ou pior não sabemos ainda a dimensão destas benditas ou malditas invenções do homem mas imaginem sem elas e a qualquer momento tudo pode mudar  em gênero , numero e grau é só inventarem algo mais dinâmico .
E eu até pouco tempo atrás pensava que sabia fazer contas e criar projetos que atingiam um numero grande de pessoas e hoje me sinto menos importante que sempre me senti  e tenho hoje certeza absoluta que ser honesto e ético com meus princípios foi a coisa mais importante que fiz nos meus 55 anos de vida e posso falar sem pestanejar como é bom estar presente neste momento histórico da vida do planeta Terra.

 

sábado, 6 de abril de 2013

Realmente bem na Foto.


O Sambódromo do Rio de Janeiro, uma obra polêmica e cheia de política entre os Marinho e Brizola, Globo e Manchete.
Era 1988, eu, como publisher da revista Imprensa – e como digo sempre, atrás de problemas para minha vida (rsrsrs...).
Somos chamados para uma reunião na AAB – agência de RP do grupo Ogilvy, e com uma equipe de feras: Agostinho Gaspar, Elisa Prado, Rogério Ruschel e outros de que não me lembro e que me desculpem.
É bom lembrar que a revista naqueles anos era a coqueluche do mercado editorial, prêmio Esso, prêmio APCA- Associação Paulista dos Críticos de Arte , nossos próprios Libero Badaró, badaladíssimos.
Tínhamos mais páginas de publicidade que a Exame – umas 50 nas edições normais,nas de aniversário e Dia do Jornalista, perto de 100 páginas. Um , contato na Exame, ia pegar a revista no dia em que saía para correr atrás dos anúncios.
Voltando à  AAB , a Elisa nos atende e nos pede uma proposta para um prêmio de fotojornalistas que cobririam o carnaval no Sambódromo, pois a Osran, cliente deles, estaria iluminando a arena do carnaval.
Posso estar enganado, mas acho que foi o primeiro briefing de prêmio que recebi na editora; ainda não eram comuns os prêmios a jornalistas um corporativismo deles próprios muitos da velha guarda encarava como um tipo de corrupção.
A equipe do Agostinho Gaspar era muito criativa e, posso dizer, na vanguarda. Fizemos diversos projetos com eles.
Apresentamos a proposta e fechamos o projeto e, aí, como sempre, os problemas começaram a pipocar.
No primeiro anúncio sobre as regras do prêmio e os prazos, diversos jornalistas ligaram para a editora e disseram que a iluminação seria imprópria para fotografia. Imagina, mandei bloquear essa informação na editora, e só eu sabia disso(rsrsrs...).
Nem pensamos que poderiam chegar muitas fotos e não nos preocupamos com a estrutura, mas bombou de chegar fotos. Desloquei minha secretária  – que na época era a Adriana Baptistinni  , figura conhecidíssima pelos meus pupilos, era a anjo da guarda de todos os vendedores, antes e depois  de virar alcoólatra – para cuidar e preparar para o grande júri.
Aí vem o grande problema. Um ou dois dias antes do dia do julgamento e definição dos premiados, a Adriana derruba sem querer um copo daquele  grandes tipo requeijão antigamente ( hoje são pequenos)  de café com leite cheinho em cima das fotos. O desespero foi geral. Chamamos o Pena Placeres, nosso diretor de arte na época  que nem estava na editora, e ele ensinou como poderíamos limpar as fotos  – a Adriana até chorou (rsrsrs...).
O prêmio foi um sucesso. Ninguém do juri reparou no café com leite que iluminou os premiados e nunca ouviu falar que a iluminação atrapalhou alguém até hoje na Marquês de Sapucaí.
A Elisa Prado é a bambambã da comunicação de uma grande multinacional; o Rogério Ruschel, o craque da sustentabilidade, e o Agostinho Gaspar, com sua agência de comunicação a GIA, escreveu outra grande história no mercado. E o Sambódromo e sua iluminação são conhecidos no mundo inteiro.    

 

domingo, 31 de março de 2013

Daniel Barbará e Francisco Mesquita enxergavam longe estes senhores.



Pouca gente lembra, mas em 1981 apareceu algo que chegava perto da internet: o Videotexto. A Rede Globo foi uma das primeiras a instalar o videotexto que falava com outros videotextos nas agências de publicidade; quem comandava esse departamento lá era o Rui Palhares.
O precursor da internet mostrou suas qualidades com jogos. Tinha um sobre a Fórmula 1 em que colocávamos os possíveis vencedores, e quem acertasse ganhava um prêmio no fim da temporada .E informações gerais sobre a emissora e sua programação . O primeiro “ Vem Ai ” rsrsrs.
Peguei o início da implantação na Globo e fui para a DPZ como comprador de mídia. Quando foram instalar a nova ferramenta de relacionamento na agência, o Rui já me conhecia e eu já conhecia a ferramenta, e, aí, imagine, fiquei o responsável pela maquina nova. Era só um e aos poucos ele foi sendo usado por todos na agencia.
Um dia, atendo uma ligação do diretor de mídia da DPZ- Rio, o Daniel Barbará foi assim que o conheci, me pedindo um trabalho detalhado sobre o Videotexto para um cliente nosso do Rio, a Souza Cruz.
Aí, descobri os primeiros aficionados por tecnologia.  Um deles era o Francisco Mesquita, presidente do grupo Estadão por coincidência hoje também. Com ele conheci até a  maquina que arquivava todos os dados e os enviava aos usuários. Tinha uma ao lado da sala dele, parecia uma aeronave.
Já tínhamos o computador intranet na Globo em 1979, que fazia as reservas e interligava todas as praças. Não ficaria mais fácil instalar nas agências, como tínhamos em todos os escritórios da emissora em todos os estados, em vez de investir em outra tecnologia.
 Agora que Bill Gates fez, é fácil pensar em outra solução. Às vezes, queremos ter a ideia do século, mas acho que já vem determinado quando nascemos quem  terá .Ou quem a enxergará antes dos outros.
Um dos motivos pelos quais escrevo estes textos é ir mostrando fatos e pessoas da história da publicidade na mídia e veículos de 1979 para cá – e olha que são muitos!
Quando resolvi estudar a história do cinema no curso que faço, de mestrado arrumei até confusão na faculdade para variar, pois queria aprender como se escreveu a história da sétima arte ( minha dissertação final é sobre novas mídias) e eu estou conseguindo aos poucos escrever a história de um monte de artistas da publicidade e da comunicação. Imaginem, quando publiquei a primeira, tinha medo de não conseguir escrever a segunda  com esta já são 52 histórias e fazemos um ano esta semana .Não esqueçam o almoço de aniversário na sexta!!!!!

domingo, 24 de março de 2013

Vendi mídia da mãe a vida inteira aos mídias.


Bem diferente este começo de história.  Eu estava desempregado, havia chutado o balde na TV Gazeta – a segunda passagem por lá.
O Osvaldo Marraccini me chama e acertamos uma sociedade numa representação comercial ali na Joaquim Floriano – a Alternamidia!
Contratei dois contatos e fomos à luta em diversos produtos e projetos. Um deles era o Guia das Promoções que produzíamos, lembrado estes dias pelo Jose Rubens da Silva. Contávamos nele as mecânicas das promoções do mercado, exibido aos domingos na Rede Manchete. Nas tardes de segunda a sexta, também na Manchete, um programa feminino apresentado pela Amália Rocha e produzido pelo rei do televendas (já contei algumas histórias sobre ele aqui no blog), o Honor Rodrigues .
Foram muitos os produtos que vendemos, mas o que me fez escrever esta história foi um festival que vendi na agência Almap-BBDO.
Conheci o produtor de eventos do Carmina Burana, Philips Monsters of Rock, junto com o Osvaldo, e logo de cara nos disse que não havia conhecido alguém de nossa área que vendia eventos em agência de publicidade. Imagine, estávamos começando, éramos novos, falamos que vendíamos qualquer coisa (rsrsrs...).
Ficamos discutindo metade da reunião sobre isso; mesmo assim, acabamos acertando com ele uma parceria para, como ele disse, tentarmos fechar alguma coisa.
Um dos eventos muito bem embalado se chamava Reggae Sansplash, nome reconhecido como um dos grandes festivais do ritmo no mundo e eu, enquanto ele apresentava, falei se podia ter outro nome e ele disse que, se vendesse, podia se chamar até meu nome (o José Muniz,  um dos maiores promoters de eventos do mundo –  que  tinha seu escritório lá em Alphaville, a Produtora  XYZ  – não acreditava mesmo na gente) .
Naquela época, eu mesmo pegava as coisas e ia para o mercado. Por sorte ou azar do Muniz, minha primeira visita foi com o Antonio Carlos, o Preto, na Almap.  Éramos amigos de Globo Minas e fui lá experimentar meus produtos. Apresentei um a um e no último, o festival de reggae, o Preto me diz que o cliente há meses pedia um festival de reggae e se poderia se chamar Ruffles Reggae. Nascia ali um festival em cinco estados que durou alguns anos. Fiquei bem amigo do  Muniz, até ele ir para Nova York dirigir uma empresa de eventos.
Eu nem imaginava o trabalho que iríamos ter, mas aquele evento me salvou a vida. A grana foi bem interessante e pagou as chaves do meu primeiro apartamento aos 48 minutos do segundo tempo.
Acredito que calei a boca do Muniz. Fechamos o evento na agência Almap, coisa em que ele não acreditava, e fizemos uma bela parceria com a Elma Chips via agência.
A agência ganhou até um prêmio como a promoção do ano em 1996 ou 1997. Li no Wikipedia, ninguém me contou na época só soube no dia que escrevia esta crônica.
Como é legal lembrar deste momento do mercado. Não havia as amarras de hoje; nas agências encontrávamos concorrentes que nos davam dicas, e em muitas delas era só chegar e ser atendido .As recepções viviam cheias de profissionais de veículos .
Sei que hoje são muitos veículos e haja estrutura para atender a todos, mas sonhar ainda não paga a conta do estacionamento de R$ 25,00 para uma hora e um minuto na maioria dos prédios das principais agências de São Paulo (rsrsrs...). 

 

domingo, 17 de março de 2013

Pepino indiano de meu maior cliente.


Estes dias vi a cara do Orlando Lopes aqui nas redes sociais e lembrei de uma aventura que ele me pregou sem querer é logico mas que foi um aprendizado e tanto em meados da década de 90 quando cheguei para dirigir a TV Gazeta e CNT pela minha última vez.
Havia chagado a poucos dias e ocupava a sala da direção comercial pela primeira vez , antes por duas vezes fui o diretor de publicidade , o sexto andar do prédio da Paulista 900 era praticamente sobe minha direção , estávamos lá a Vendas de Publicidade , a OPEC- operações comerciais e o Marketing. Valorizo a sala pois era o luxo na Paulista com até uma copa para o café acoplada. rsrsrrs
Era 1996 e ainda as emissoras VHS dominavam o mercado , as TVs pagas ainda não faziam a diferença nas audiências nem na grana ou melhor no faturamento do mercado de televisão.
Voltando a história , chegando da rua minha secretária a Tereza me avisa que fui solicitado para uma reunião na Lever programada pelo próprio Orlando Lopes na época o diretor big boss da publicidade do maior cliente naqueles anos.
Imaginem havia assumido a poucos dias e a Lever me chamando lá ? Quem sabe um patrocínio , um favor um projeto inovador ????????. E o mais interessante para uns dois ou três  dias daquela data.
Comentamos na reunião dos vendedores e a equipe toda ficou feliz e nosso marketing já foi preparando todos os projetos para chegar lá com o disponível e não perder tempo .
Voltava para a emissora pois seu faturamento havia caído e estávamos sujeitos a cortes conforme já fiquei sabendo na primeira reunião do comitê de diretoria da emissora, fui até precipitado comentei que teria sido chamado pra uma reunião no maior cliente do mercado e quem sabe reverteria  o quadro .
O dia chegou e fui até o centro comercial ali do outro lado da das Nações Unidas indo para Santo Amaro atender uma emergência que esperava ser um novo faturamento.
Ah  é bom lembrar o patrocínio do programa da Marilia Gabriela tinha acabado uns mês antes de eu chegar e apostávamos muito que o assunto era a renovação , o anterior havia sido feito pelo meu antecessor na direção da emissora.
Como só trabalhei em emissoras pequenas estar com o Orlando era sempre uma gloria não tinha assunto para conversar com ele sempre e ainda mais ele chamando estava quase em estase .rsrsrs
A reunião começa e o anfitrião sempre muito educado e simpático me diz que o negócio foi muito bem com a CNT Gazeta nos últimos anos , mas naquele momento havia um problema a ser resolvido conforme o contrato de patrocínio firmado uns 13 meses atrás .Que estavam em uma auditoria internacional e que um indiano o auditor não o deixava em paz , pois a TV havia garantido audiência e nenhum mês foi entregue o encontro de contas .
Imaginem minha OPEC era pequena quase não conseguia dar conta do trabalho diário e ainda fazer o pós vendas de 1 anos de veiculações em uma época que o computador ainda não fazia no automático .
Mapas e autorizações de diversas agencias e produtos , o cruzamento manual com as audiências , as entregas em todos os horários da programação .
E ainda por cima a possibilidade de cortes na estrutura já sai da reunião em pânico.
Cheguei da reunião na emissora e nem respondi as perguntas dos que ainda estavam esperando a cenoura , chamei a supervisão da OPEC e detalhei o trabalho que teríamos que fazer. De bate  pronto me disse que  sua sub gerencia estava preparando um corte e se eu sabia?
Moral da história mandei a subgerente embora para cumprir os cortes , contratamos um free lancer que durante 4 meses terminou o trabalho que em papel foram umas 6 caixas grandes .
Passei todos estes meses pressionado pela superintendência da emissora mas nunca meu cliente ficou sabendo disso .
Só me lembro de ele me ligando e agradecendo a papelada , até ele ficou surpreso com o volume.
Lembro que até o carro que levou as caixas paguei do meu bolso , não tínhamos este tipo de custos na emissora , e era difícil de explicar .
Como me senti estes dias quando lembrei desta historia  em relação ao computador , sempre falo dele como meu ajudante e não como o realizador e neste caso fiquei imaginando que hoje é só apertar um botão e não precisaria passar aquele pepino todo e nem precisaria pagar uma fortuna num taxi até o centro comercial em Santo Amaro , mandaria num anexo em um e-mail.  

    

 

sábado, 9 de março de 2013

Sociedade do Controle - Opinião


Com o digital não somos mais aventureiros e experimentadores de nossos devaneios criativos,  produtivos e administrativos . E a cada dia seremos menos.
Tudo está atrelado aos controles que os aparelhos com tecnologias digitais nos oferecem com sua capacidade de, com um apertar de botões, nos informar sobre quaisquer atividade, qualificações, quantificações, capacitações e todas as análises que os infográficos são capazes de nos colocar a par do real em tempo real.
Enquanto eram aventureiras e experimentadoras, as economias que hoje agonizam eram capazes de enganar em seus PIBs, balanços e demonstrativos falsos.
Com a tecnologia digital, isso não é mais possível, e o que se empurrava para baixo do tapete agora é aparente, instantâneo e globalizado.
Só vamos ter certeza de nossas possibilidade reais se equilibrarem, quando tivermos a consciência de que já sabemos detalhadamente quem deve  pagar  a conta. Pois agora não dá mais para esconder o que é matematicamente comprovado, ou melhor, digitalmente comprovado.
Os controles pela tecnologia digital estão da padaria aos bancos e governos.
Dia destes, três amigos foram a Mônaco. Saíram à noite para uma festa e no retorno a Cannes só dois vieram (um acabou se enturmando por lá). Foram parados nos posto policial e o agente, com uma foto na mão, perguntou onde estava a terceira pessoa. 
Hoje com milhões de câmera de segurança nas cidades somos o Big Brother do Big Brother  e aonde tem dinheiro mais vigilância ainda.
No Brasil somos o pais das redes sociais ,nossa extroversão e liberalidade nos coloca neste patamar nos achamos enturmados, protegidos e seguros.
Como faríamos sem estas ferramentas com o transito, a violência e os sete bilhões de habitantes no planeta a qualquer momento não nos movimentaríamos mais.
O que estamos fazendo neste momento com o  planeta é nos enganar até alguém gritar:
- “Chega, vamos todos acordar” .
-“ O planeta precisa respirar!!!!!!!!”