sábado, 22 de dezembro de 2012

Rápido é o João Doria JR.


Lembrei-me desta história quando vi no semsura888 o Sílvio Lancellotti, um craque na cozinha e na televisão.
Na terceira ida minha para a TV Gazeta, o João Dória tinha uns três programas na grade, um deles era do Sílvio. Todos os programas eram muito bem feitos, mas tínhamos um problema: só o João faturava ou não faturava – imagine, falar isso do João; acho ele um dos caras mais competentes do mercado do business.
Estes dias, falando com o Pipoca – o Antonio Rebesco, na minha opinião, outro abençoado por Deus e um dos referenciais na TV pública brasileira – sobre o João Dória, ele me disse que até na FAAP, como aluno, ele era exemplar.
Esta história começa uns dois anos antes de 1995.  Minha primeira ex (não coloco o nome dela, se não é capaz de cobrar direitos de imagem) fazia um trabalho de assessoria de imprensa para a Brinks, na época em que os bandidos diariamente assaltavam um carro deles nas ruas de São Paulo. Ali, descobri que os carros-fortes no Brasil são os mais blindados do mundo, mas contra bazuca, AR-15 e outras armas de grosso calibre aquilo parecia papel – um dia, o Boris Casoy até falou isso no ar, no SBT.
Minha ex tinha um parceiro no atendimento da Brinks, ela fazia imprensa e ele uma newslettering. Um certo dia, ela convida a família dele para tomar um lanche e nos conhecermos. Os filhos dele eram da idade dos meus; foi muito legal. Brincaram e conversamos bastante, em um determinado momento o parceiro jornalista de minha ex me fala que eu, trabalhando em TV, deveria fazer um programa com os clientes de informática que estavam entrado no mercado. Tínhamos restrições na importação de computadores e impressoras. Mais ou menos em 1995 isso acabou e Epson, HP, Apple, entre outros, começaram a entrar no Brasil.
Eu e os meninos que na época estavam comigo na Band – Marco Piccolo, Gilberto Corazza e Mauricio Rollo Ribeiro – íamos a todos os clientes, e nos de informática a demanda era maior que a oferta. Nem queriam falar sobre publicidade, e foi o que disse para o jornalista parceiro de trabalho da minha ex.
Meses se passaram, eu volto para a Gazeta e uma semana depois sou convidado pelo João para uma festa lá no Banana Banana –  lembram, eles eram os reis da permuta (rsrsrs...).
Ganhei até um ursinho de pelúcia que dei pra ex, quando cheguei em casa. Contei a ela que o João Dória estava lançando um programa de informática aos domingos, dia em que a Gazeta praticamente só veiculava programas independentes. Nem me liguei no papo do jornalista, meses atrás.
Passaram-se umas três semanas, chego em casa, minha ex chorando. Havia tido uma reunião com seu parceiro jornalista, o cara gritou com ela, me chamando de charlatão, que eu havia copiado a ideia dele e acabaram com a parceria na Brinks. Disse ela que quase foi agredida. Expliquei a história do ursinho e ela se lembrou de que eu estava há um mês, se muito, na emissora.
Como o cara exagerou na dose, não dava nem para ligar e explicar que o João tinha já três programas e este era o quarto. Deixei barato.
No sábado daquela mesma semana passa de manhã o Sergio Monteiro em casa e me chama para irmos até uma produtora ali perto para ele aprovar um spot para a Trip – o Serginho trabalhou bastante tempo com o Paulinho Lima. E lá fui eu escutar o spot no estúdio de um japonês que era meu amigo também.
Na recepção do estúdio tinha uma Meio & Mensagem, eu peguei para ler e a matéria de capa era: “Esta semana estreiam 3 programas de informática na TV” uma na Manchete, uma na Bandeirantes e o do João Dória, na Gazeta.
Ah, não tive dúvida! Pedi a M&M ao japa, cheguei em casa e escrevi nos brancos do lado do jornal um monte de merda ao tal jornalista, chamei-o de desinformado e grosso. E mandei por fax, que ainda não havia internet.
Imagine, eu teria que ter dado a dica dele a todos no mercado e, pior que isso, nenhum dos programas durou mais de seis meses por falta de patrocínio.
Eu aprendi bastante com esse rolo todo. Sempre abri as minhas reuniões com produtores independentes contando essa história, sem falar o nome do tal jornalista, é claro, se não estaria divulgando o grosso no mercado (rsrsrs...).
Ah, e o João Dória nunca soube que um dia quase minha ex-mulher apanhou por uma das muitas ideias brilhantes dele.

 

 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Estadão no Escuro


Estes dias estive com a minha amiga Adélia Franceschini e lembrei-me de uma das melhores histórias sobre administração familiar em veiculo de comunicação.
A Adélia saiu da Abril e foi para o Estadão com a equipe do Orlando Marques e do Augusto Nunes.

Foi a modernização do parque gráfico, assinaturas e muitas inovações e trapalhadas, mas o importante é que o jornal deu um salto – vinha apanhando da Folha e isso para o jornalismo não era bom.

Pouco tempo antes, a Folha lançou seu classificado. O Estadão percebeu que seus anúncios estavam sendo clonados e preparou uma armadilha, colocou um classificado com o telefone do próprio Estadão. A Folha caiu e publicou o anúncio, escancarando a farsa. Lembram? Foi um escândalo e ninguém da Folha falou um “a”.

A cartilha da Folha é perto da de Maquiavel, venderam até assinatura vitalícia na época do seu Frias, e não entregaram, é lógico.

Aí, começou uma batalha que chega à contratação desse time de peso na marginal Tietê.

O marketing atuante e remexendo tudo, criação, cor, anúncios, comercial, formatos e logística.

A entrega dos jornais, que começa na madrugada, com diversos caminhões nos píers, carregando os jornais para São Paulo e o resto do Brasil, e o pátio numa escuridão enorme. As luzes todas apagadas, e a equipe da Adélia, vendo aquilo, pergunta ao responsável:

– Senhor, estas luzes apagadas não atrapalham o carregamento dos jornais?

– Sim, senhora! Mas o seu Ruy Mesquita mandou que fosse feito assim.

O Ruy Mesquita  grande símbolo do  Grupo Estadão e durante muito tempo garantiu a ética e um tipo de governança editorial.

A Adélia, diretora de mkt, teria que perguntar ao seu Ruy o porquê daquela ordem. O Estadão era único, a família mandava, mas era muito desunida.

Até que o dia chegou, e ela, em reunião da qual o seu Ruy participava, perguntou:

– Seu Ruy, por que na saída do jornal nosso pátio, na madrugada, tem que estar no escuro?

E ele pergunta:

– Como, no escuro?

A Adélia explica e ele, atônito, conta:

– Adélia, há uns 20 anos fui lá no pátio às 11 horas da manhã e as luzes estavam todas acesas. Aí, mandei apagar.

A ordem foi cumprida até de noite durante esse tempo todo (rsrsrs...).

O Estadão hoje é outra empresa. Estamos falando de 1989 aproximadamente, mas acredito que muita gente ainda no mercado carrega seu conteúdo no escuro.

 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Luma e Ike. Quase paguei a conta.


A casa de Ike Batista e Luma de Oliveira era o sonho de consumo de muita gente e acabou sendo uma briga entre meu sócio e eu.
Um dia, em 2003, cheguei de Salvador e meu sócio me disse que eu ficasse no escritório para conversarmos sobre um grande projeto ainda para aquele ano. Fiquei feliz, já era final de setembro e as surpresas são poucas para quem tem uma estrutura armada e cheia de repetições ano a ano.
Fiquei aguardando sua chegada e fomos almoçar. Já no caminho ele me conta que iria naquela semana ao Rio de Janeiro na casa da Luma e do Ike. A Editora Abril, em sua área de projetos, nos indicou para fazer com eles a revista da Princesa do Carnaval, a Luma de Oliveira.
Achei legal e perguntei se deveríamos aprontar algum projeto. Ele me disse que depois da reunião, que seria na próxima semana, faríamos o projeto.
O poderoso homem do petróleo e dos minérios ainda não era o mais rico – era quase. Ficamos dias falando do novo negócio, contatamos até alguns amigos para tentar ver se sairia alguma coisa de outubro a fevereiro e vimos que a coisa seria difícil, mas não impossível.
Enfim, chega o dia! O Ricardo Santos vai para o Rio, o irmão da Luma o pega no aeroporto, almoçam e vão pra reunião com a mulher dos sonhos. O Ricardo falou dela uns três meses – não falou mais pelo motivo desta história.
Tudo era uma maravilha na volta a São Paulo. A casa dos dois era num morro que tinha vista para Barra. Foi uma tarde inteira de reunião, um céu azul e a praia ao fundo, que fiquei até com água na boca. Fora o mulherão que esteve presente o tempo todo. Pelo que me lembro, o Ike não participou disse o Ricardo.
Tínhamos que ser rápidos. Já era meados de outubro e o Carnaval do próximo ano seria em meados de fevereiro. Tínhamos pouco mais de 60 dias para vender a revista da Princesa do Carnaval, e não seria fácil.
O projeto e mote comercial saíram rapidamente, e como era para uma das maiores fortunas do Brasil, caprichamos na apresentação. Em função do tempo e da qualidade, cobramos um fee mensal para garantir dedicação por 60 ou 70 dias com todo o vapor.
O meu sócio foi para o Rio e na volta me contou que eles não queriam ter lucro com a revista. Pagaríamos a Abril e o restante do dinheiro seria nosso. A responsa dos custos seria nossa também.
Não é a toa que o cara se tornou um dos mais ricos do mundo.  Ele estava fazendo a graça com a Luma e quem ia pagar, se desse errado, era eu (rsrsrs...).
Este assunto ficou uns 20 dias em pauta na HV2 /AEconomia, e até na TV Salvador correu o assunto. Luma e Ike não são para qualquer um! Vira até argumento de vendas.
O Ricardo queria até pôr um dinheiro bem pequeno de fee mensal. Até discutimos um dia, pois ele dizia que eu estava míope e respondi: “Você me garante dez páginas, que eu topo”. E ele disse: “Você sabe que não posso garantir”.
Mais uma ligação dele para o irmão da Luma e, aí, veio a notícia: o Ike não abriria mão de sua proposta. Nós não abrimos mão da nossa e o negócio não rolou. Brigamos várias vezes em novembro e dezembro sobre o caso Luma.
Sorte minha, que chegaram o Natal e as festas e fiquei de férias, trabalhando em Salvador (rsrsrs...). Só voltei lá pelo fim de janeiro.
Quando cheguei, nem lembrava mais da Luma, e o Ricardo levantou e jogou um jornal em cima da minha mesa. A manchete: “Bombeiro apaga o fogo na casa da Luma de Oliveira”. E a matéria conta todo o caso dela com o bombeiro.
Imagine! Nós estaríamos no olho do furacão, fazendo a revista sem receber nada e com o mico na mão, contrato com a Abril e a equipe que teríamos que formar.
Às vezes, os incêndios podem ser maiores do que imaginamos. E a sorte também! O Ike sempre tem sorte. Eu tenho às vezes.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Do Virtual para o Real.


O semsura888 nasceu em maio de 2012 e no dia 30 de novembro já fizemos uma festa – um almoço tão animado quanto os melhores Maximídia.   Nós, veículos de comunicação e mídias, sempre fomos aos eventos para encontrar os amigos e assistir a uma ou outra palestra, tanto que este ano só teve palestra; a feira sumiu.
Lembro-me de grandes festas do mercado, como as da Grey. A DM9 fazia umas que pareciam decididas dias antes – éramos convidados quase no dia. Não foi uma vez só, foram várias assim. Acho que o Nizan esperava que alguém teria a iniciativa e, então, decidia para quatro dias depois e a correria na agência era grande (rsrsrs...). As festas do Nizan eram tão boas que em uma das últimas, ali perto do Jóquei, tive uma pneumonia uma semana antes; já estava quase bom e fui. Não dava para não ir, todo mundo ia.Lembro do Paulão ligando no dia para nos convidar.
As da Grey, do Toledano e do Português, com uma banda de rock em que a cantora era de outra agência (muito boa por sinal, Led Zepelin, Kiss, Genesis e muitos outros sons, muito bem mandados).
Eram tantos os coquetéis, que quando chegava em casa meus filhos gritavam para a  mãe: “Chegou o rei do coquetel”.
Íamos lá para ver os amigos e dançar. Saía de lá suado ao extremo.
Houve festas trágicas, como uma da McCann em que o Zé Victor cobriu a piscina e fez uma pista de dança. No meio da festa aquilo caiu e alguns se machucaram. Graças a Deus, ninguém se machucou feio.
Ou uma que dei no Club Homes para a Associação de Marketing Rural para uns 500 empresários. O dinheiro acabou e tínhamos apenas 12 garrafas de Vat 69. Fizemos os garçons correrem de um lado para outro do salão a noite inteira. As 12 deram e sobrou uma ainda. Ah, lembro-me do Julinho Cesar, da Abril, no fim da festa, pedindo um whisky – e ainda tinha (rsrsrs...). Cerveja e vinho tinha bastante.
Que delícia o que fizemos, reunir tantos amigos. Parecia que estava todo mundo ali. Lembrava aquele plástico “Eu fui ao Rock in Rio”. Emoção pura!
O Marquinho Multi Meios o de sempre, parte da mesma tribo dos olhos brilhantes e risonhos, como sempre fomos.
Ninguém ali queria vender nada para ninguém. Falamos muito das histórias dos filhos, de “causos” que não dá para escrever.
Uma das melhores foi o Juarez Macedo que em 1996 quando contratei ele na Gazeta já ficávamos preocupados com ele no volante as 18h mandávamos as secretárias checarem por celular aonde o homem estava , e veio me falar que com seus 82 anos ainda ficam preocupados lá imaginem rsrsrrsrs.Será que melhorou neste 16 anos rsrsrs.
Ainda cabem mais alguns. E vamos valorizar o esforço do Zeca Pinto, lá de corpo presente( alguém disse isso no grupo estes dia para dizer que não ia) o Zeca Pinto FOI né.
Ah, não vou falar, mas até meu ego foi lá para o espaço quando uma das moças me disse que estou “bunitinho”. Eu gostei. Tô competitivo ainda, será?
Foram mais de 100 e uns 30 que confirmaram não foram e uns 25 que não confirmaram foram, no fim ficou tudo igual.
Tivemos uma Vídeo Van com clips na porta. Uma produção do André Luiz – e suas fotos vão ser bem-vindas, como as do Giovanni Esposito, que matou a pau nas fotos.
Foi de emocionar, e, como escrevi na sexta-feira no Facebook logo após a festa, quebramos um paradigma. O virtual nos ajudou a fazer algo que não teríamos condições de fazer sem ele – o real, reunir todas estas pessoas em 20 dias.
Até a próxima, já programada para o dia 1º.  de fevereiro de 2013. Então, o mundo não vai acabar dia 21 de dezembro. Que bom!!!

Parabéns pelo almoço de  30 11 212  Adão Casares, Francisco Carlos Marin, Rose de Almeida – e eu também, né?

domingo, 25 de novembro de 2012

Mapa Reserva. A Globo veiculava.


De tanto falarmos de mapas reservas, acabei por lembrar-me da minha formatura, melhor ainda, do TCC. Trabalhava na Globo SP e minha equipe na escola tinha a Raquel Folino (Rádio e TV), de muitas agências – lembro da Denison e da Fischer & Justus – , o Pedrinho, o Ronaldo – muitos anos mkt da Yakult – e o “Baixinho”, o Paulinho, que era financeiro da Abril.
Éramos uma equipe de peso. Tiramos 10 na apresentação final e ficamos em segundo lugar numa apresentação feita para a Standard, na qual até o Faveco ( presidente da agência e figura reconhecida na publicidade) estava. Nosso produto foi o pão de forma Seven Boys, e nosso slogan, “Tem Que ser Seven Boys”. O ganhador foi Sardinhas Alcion com a equipe do Marcos Grahul, e o terceiro foi Toalhas São Carlos da equipe do Baiano, Márcia La Selva, Telma , Magrão  e Neguinho.  Há tempos a voz do Baiano é do comercial do Extra e de muitos outros comerciais de TV e spots de rádio.
O trabalho do TCC rola em uma hora em que sua vida esta de ponta-cabeça – fim de curso, trabalho. No meu caso, casamento. Brigamos dias antes da apresentação. Nunca tínhamos brigado nos quatro anos de faculdade, mas no fim foi uma maravilha. Até prêmio em dinheiro ganhamos, e um troféu com segundo de uns cinquenta trabalhos das três turmas de Publicidade e Propaganda. Depois, no mercado, percebi que os nervos ficam à flor da pele no TCC, e muitas equipes brigam e até membros surtam, e tive a oportunidade de conferir isso nos meninos e meninas que trabalharam comigo nestes 32 anos de mercado.
Lembrei-me dessa história, pois em uma reserva, dessas que são canceladas na última hora (o prazo era 11 dias), um assistente da DPZ, o Irion, do grupo da Eliane Zacarias, esqueceu-se de cancelar uma delas; e ela, vendo TV em casa, percebeu que na novela das oito havia dois comerciais da Chamburcy, e não um como estava programado.
Éramos bem amigos e ajudávamos uns aos outros. A Eliane me liga logo pela manhã e diz que o Irion (um rapaz super-humilde e dedicado) esqueceu-se de cancelar um dos mapas. Eu perguntei se além de nós dois alguém mais sabia. Ela disse que não. Então, fizemos compensações de mídias que ainda iriam ao ar e a verba quase  ficou a mesma. O Irion não foi mandado embora. Imagine, uma novela das oito custa hoje uns R$ 120.000,00, se for só SP-capital!
Eu sempre dizia no SP1 da Globo não dá para errar ,pois não dá para pagar .rsrrsr
Uma vez foi uma reserva da Gang inteira nacional para o ar em duplicidade mas não conto quem errou .rsrrsrsrsr. Fico quieto sempre nestas horas.
O bom foi meu trabalho de TCC! Imagine quem me ajudou a fazer? A Eliane Zacarias, a mulher do Paulo Chuerri. Sempre que nos vemos, lembramo-nos disso. Ela fica vermelha, pois conto a todos que ela me ajudou no trabalho de conclusão do meu curso de graduação.
Não foi uma troca (rsrsrs...), foi a ajuda de uma profissional das mais respeitadas do mercado.
A Eliane, desde que a conheço, tem a mesma cara – e imagine em festas eu falando a todos mais ou menos a idade dela (rsrsrs...). Eu, com esse cabelo branco, pareço o avô dela. Nenhuma mulher gosta que demonstremos sua idade. Nunca falei nada sobre isso, mas a mulher do Chuerri... (rsrsrs...).
Aprontávamos muito na  Globo SP. Tínhamos muito trabalho, mas sempre me lembro das divertidas reuniões na sala do Sergio Fernandes (Sergião), que sabia de todas as histórias do Walter Clark e nos contava da montagem da Som Livre, da compra de outras emissoras e dos acordos  com afiliadas, das cestas na mesa do Walter em que se colocavam os (as) PIs – que deram origem ao faturamento ser chamado de basquete nas emissoras de TV –, e de como eram os cercos a agências e clientes na famosa sede do Comercial na alameda Santos, ao lado da Sabesp. Festas regadas a whisky e namoros relâmpagos com moças de uma agenda cheia de telefones femininos da qual o Sergião cuidava com carinho.
Quem era do mercado naquela época lembra bem do português que veio para a Globo na compra da TV Vitor Costa em SP como garçom e participou de decisões copiadas depois por agências que tinham seus garçons tomando decisões na criação de campanhas e projetos publicitários  – foram famosos o da Almap e o da Giovani.
Bons tempos aqueles, quando eu tinha 25 anos e começava minha carreira profissional, nunca imaginando que um dia iria contar detalhes dessa vivência aos 55 anos de idade, ou viajando nas ciências sociais como no texto da semana passada, assunto que eu detestava no curso de graduação, há 30 anos. E que hoje, neste mundo totalmente novo, encontro espaço para essas histórias, não só por mim, mas por muitos que aqui nos leem e são nossos personagens.
E o Avellar importante por décadas diretor de MKT da Nestle  que nem ficou sabendo que um dia saiu duas vezes na novela das 20 e só acabou pagando uma , ou melhor uma e um mapa reserva na formatura da Anhembi Morumbi de 1981. rsrrsrrsrs

sábado, 17 de novembro de 2012

2012 Vivendo a Hipermodernidade (Opinião)


Sempre falando do passado, hoje resolvi falar um pouco do que está acontecendo nesta fase de transição em que as novas mídias passam a significar um papel fundamental e podem lançar-se a qualquer momento  como nova visão à hipermodernidade, sobrepondo-se à pós-modernidade na maioria dos segmentos dos mercados .

A comunicação passa de um setor da economia para aquele que costurará a nova linguagem global.

Alguém aí acha que existe uma possibilidade do retrocesso de algumas das novas invenções tais como o celular ou os computadores? Existe alguém que seria capaz de profetizar: “Isso não vai para a frente.”?

Jamais na história estivemos tão alinhados nos costumes, na moda, na mobilidade, na comida.

Não só os mais ricos querem; os mais pobres também querem os produtos com qualidade, os produtos que significam o luxo. Ninguém tem mais vergonha de consumir. Sejamos realistas!

Não ser social e sustentável começa a fazer a diferença entre muitos, e conectados começam a ser mais exigentes em todos os calcanhares dos mercados, nas questões sociais, sustentáveis, recicláveis.

Dizemos que a comunicação passa de papel importante para papel fundamental – todas as profissões carecem de atitudes de comunicação.

O papel do plástico no dia a dia das pessoas, substituindo o derrubar de árvores – pela própria necessidade, o ser humano está se tornando consciente de suas obrigações com o planeta.

Daqui para frente, ser globalizado está ocupando espaço nas pequenas cidades. Quem se imagina sem um computador em qualquer lugar? E quem ainda não o tem o quer.

Não é são falar que os produtos que utilizam tecnologias digitais não vão causar estragos em alguns segmentos e favorecer outras opções de vida; sempre vivemos assim. É competição desde a revolução industrial; aprendemos a viver competitivamente.

Duzentos e quarenta e seis milhões de celulares; mais de 50% de tudo que se vê na internet são vídeos. A importância do conteúdo bem produzido é a maior commoditie mundial. O cinema americano fatura mais que a Siemens, a Vale, a Boeing.

Fazer o de melhor vai estar nas prime lists e também receber por isso. Vamos nos moldando à nova realidade das coisas; algumas já têm preço, outras estamos fazendo com que eles existam.

O mundo passa a ser capitalista. A China, quando estreou, já veio como potência; quer produzir para todo o mundo industrializado. Nas contas dos bancos centrais mundiais, em quatro anos será a maior potência econômica do planeta.

A indústria do entretenimento é a que fatura mais no mundo e ainda vai caminhar para todas as plataformas, em audiovisuais existentes Tudo Tela.

Posso declarar a todos que se não concordam com o que está acontecendo na Terra, então, tentem mudar de planeta. Para o que está acontecendo com este, agora, como disse a Martha Suplicy, só relaxando e gozando. Não vai diminuir o acesso ao Facebook, nem alguém parar de procurar no Google ou buscador novo que vier a aparecer, ou softwares como os da Microsoft vão parar de surgir. Esqueçam! Não tem volta!

Chegamos à hipermodernidade; somos telespectadores nestes próximos cinco anos da virada nos quais os donos dos melhores conteúdos e marcas serão heróis, e os da tecnologia serão as políticas, pois até Karl Marx, se soubesse que distribuição um dia seria franqueada ao proletariado, não teria perdido tempo escrevendo “O Capital”, aqueles cinco volumes imensos sobre socialismo.      

 

domingo, 11 de novembro de 2012

Toronto deu certo para o Johnny Saad


Tive duas experiências internacionais . Uma, me levou a conhecer o mercado de revistas nos EUA e na América Latina nos anos de 1995 e 1996; e depois, de 2002 a 2010, na revista “AmericaEconomia”. A outra, no Grupo Bandeirantes de Radio e Televisão, que me enviou para conhecer e mapear a City TV canadense, do grupo Dawissonn ( sua origem de negócios era distribuição de remédios receberam uma radio como pagamento de uma divida e montaram um Império em comunicação) , que, em 1997, produzia em um prédio de uns seis andares seis canais de TV. E a CityTV foi o modelo adotado pelo Canal 21 por quatro anos.
Coloquei fim à minha era TV Gazeta SP quando a família Martinez, através da CNT, parceira da Gazeta, alugou para a Igreja da Graça o horário das 20h às 21h. Foi ali a primeira grande investida (fora a Record, é claro) de uma instituição religiosa no prime time de uma TV aberta. Nós já éramos o patinho feio nas agências, e, com uma igreja no horário nobre do canal, nosso discurso ia para o brejo, ou melhor, para a promessa de investimentos em programação hoje ainda atrapalha ser uma TV-igreja. Sorte minha na mesma semana ter recebido uma proposta do Johnny Saad para ir para o 21. Fiquei tão bravo com isso, que acertei com o Johnny que no 21 não haveria igreja – e não tivemos durante os quatro anos em que estive lá.
Esta história conta o mapeamento que eu, o José Occhiuso e o Cesar de Almeida fizemos nas estadas do grupo Band em Toronto. Tínhamos um contrato de consultoria com os canadenses – e olha que pagávamos uma bela grana.
Imagine, na Band, três diretores indo passar dias no Canadá! O ciúme é doentio, e ciúme de homem é pior que de mulher – a família, os outros funcionários, as fofocas lá são terríveis (não sei hoje).
Lembro que o sr. João Saad me chamou na sala dele. Achei que era gozação e liguei para a Neusa, secretária dele, para confirmar. Era a primeira vez que ia à sala do “homem”.
Alguém falou para ele que eu bebia muito e que estaria representando a Band no exterior (olha a do “brimo” que contou isso para ele; eu não bebo praticamente nada, só vinho tinto).  O seu João era “o cara”, nem ficou vermelho. Ele ainda viveu bastante. Passei com ele bons momentos e tomei algumas vezes Romanée-Conti; uma oportunidade, em um jogo da Copa do Mundo, com ele e o Mário Covas, umas outras duas com todos os diretores da Bandeirantes da época. Fora a festa de 80 anos no Fasano, ainda lá no Morumbi.
Teve mais ciúme. Éramos amigos de almoço da administrativa, a Cláudia Alcântara, que emitia as passagens, e fomos de classe executiva com um up grade que ela conseguiu – e foi outra fofoca sobre a viagem, que ainda nem tínhamos feito.
Com certeza, teve alguma outra maldade da qual não ficamos sabendo.
Já em Toronto, fomos superbem recebidos pelo pessoal do grupo  Dawissonn, que tinha um cronograma de trabalho que nos fez mergulhar nas áreas afins naqueles seis andares que respiravam televisão (na velocidade canadense, é lógico).
Dez dias de reuniões e muita diversão à noite. Um dos meus melhores amigos da faculdade morava lá e trabalhava em comunicação, tinha uma empresa de fotolito (imagine, ainda havia fotolito), e fui a festas com ele – um churrasco em um parque na cidade, uma festa privê em um club em downtown;  ainda tinha uns 38 e estava competitivo (rsrsrs...).
O trabalho na TV foi cansativo, principalmente para mim, que não falava inglês ainda e tinha um tradutor ao meu lado em todas as reuniões. Mas o que vou contar é uma história de gastronomia em Toronto, com o VP de criação da emissora o Moses Znaimer, não uma história do marketing, nem das duas visitas a que fui com os executivos deles lá, ou que o assunto do diretor comercial era tudo menos o quanto eles faturavam, nem do pessoal dos outros países que estavam lá com os mesmos propósitos nossos. Vi o site da City TV antes de escrever e eles estão superbem, exportaram seu modelo de negócio para diversos países da Europa, AL, Oriente Médio e Ásia.
 Na MuchMusic TV (uma concorrente ao vivo da MTV), em que aparecemos no ar, depois do ACDC sair do palco giratório, o apresentador disse: “Aqui, visitando nossos estúdios, diretores de uma network brasileira, que faz um intercâmbio com nossos profissionais”. Não é que naquela noite, no jantar, a garçonete nos pergunta se estávamos na MuchMusic à tarde! Lembro até o nome dela Rita (loira linda). Aprendemos muito naquela máquina de fazer TV.
Mas vamos à gastronomia. O VP da empresa nos chamou para jantar num restaurante chinês, superchic, cancelou à noitinha, quase na hora, e remarcou para um almoço no domingo, em outro lugar.
Quando chegamos, era um sujinho com uns asiáticos mal-encarados e umas quatro mesas somente ocupadas.
O “boss” pegou o cardápio e escolheu uns 15 pratos (éramos cinco: nós três, mais o “caneta” e o tradutor). A maioria dos pratos eram marmitinhas trazidas à mesa com hashis grandes, com diversas iguarias maravilhosas, bolinhos, empanados, carninhas, frangos, peixes. A simplicidade era na forma de servir, mas a culinária era maravilhosa.
A conversa rolando solta sobre os tantos dias em que estávamos internados com os diretores do grupo dele. O Zé Occhiuso mandava bem em inglês, o Cesar arranhava e eu com o tradutor.
Íamos bem. Eu tinha a missão de saber o faturamento dos caras e passei um dia vendo como eram os breaks deles, sabia quanto davam de desconto, calculei e sabia quanto eles faturavam. Esqueci-me de falar que o diretor comercial diversas vezes me negou a informação nas reuniões que tive com ele. Eu fiz o cálculo e falei o valor no almoço com o “boss”. O homem até engasgou, surtou e pensou alto. O tradutor traduziu e levou uma bronca na nossa frente. No outro dia, o tradutor foi trocado. Acertei na mosca! O Cesar de Almeida, no Esporte Interativo, e o José Occhiuso, no SBT, estavam na mesa e podem confirmar. Falamos muito sobre isso de depois do almoço entre nós lá no Canadá .
Ah! Depois de umas tantas marmitinhas, chegou a comida. Era um arroz enrolado numa folha de tabaco com mel e umas ervinhas. Uma maravilha! E uma carne de porco, tipo costelinha, de lamber os dedos. Sempre quis saber de onde é aquela comida.
Não vou contar nesta história as fofocas na chegada. Vai ser em outra.
Fizemos um relatório profissional para o Johnny, e isso foi de bom uso. Estão aí Band News, Esporte, Terra Viva, e suas multiplataformas até bem premiadas pela imprensa especializada ultimamente – fazer na mesma planta o que der de subprodutos midiáticos, a transmídia para o mercado publicitário .Precisa é ter conteúdo de primeira qualidade.( CQC, TELEJORNAIS)
Só vou terminar com um fato sobre vegetais com o Cesar de Almeida. Ah, não! Foi em outro jantar; deixo para depois.